Gerdau vê 2022 com otimismo e espera margem similar a 2021

A Gerdau espera manter suas margens de lucro nos patamares elevados registrados neste ano, sustentadas por um cenário de preços internacionais de aço em alta e demanda forte em seus principais mercados, afirmaram executivos do grupo siderúrgico nesta terça-feira.

A visão, porém, contrasta atualmente com incertezas trazidas pela variante ômicron do coronavírus para a economia global e desaceleração no mercado de construção civil, em que as vendas no varejo passaram a mostrar mais recentemente sinais de desaceleração.

  • Participe grátis de Segredos dos Pré-Lançamentos, de 06 a 13 de dezembro, e descubra como obter ganhos explosivos com as novas moedas digitais.

“Estamos vendo uma mudança estrutural do mercado internacional sobre a questão de preços (de aço)”, disse o vice-presidente da Gerdau, Marcos Faraco, em apresentação a analistas e investidores.

“Nós acreditamos que vamos vislumbrar para os próximos anos um patamar de preços mais elevado do que vímos até então. É assim que estamos olhando para 2022”, disse o executivo. Às 14h31, as ações da Gerdau caíam 1%, enquanto o Ibovespa recuava 2,4%

Questionado sobre os negócios da companhia nos Estados Unidos, importante gerador de resultado para o grupo, após o acordo entre EUA e União Europeia que elimina tarifas de importação de aço, o presidente-executivo da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou que a empresa espera margens em 2022 semelhantes a este ano.

“Esperamos uma estabilidade de margens, com relação ao que vem sendo praticado nos últimos trimestres”, disse Werneck. No terceiro trimestre, a margem Ebitda ajustada da Gerdau foi de 32,9% ante 17,5% no mesmo período de 2020. No ano até o fim de setembro, o indicador é de 30,4%.

Segundo Werneck, os “spreads metálicos”, a diferença entre os preços do produto siderúrgico acabado e de sucata usada como matéria-prima, devem se manter em patamares históricos elevados na América do Norte, no próximo ano.

“Atingimos nos últimos meses patamares históricos de spreads, mas a gente não acredita que estes picos perdurarão ao longo de todo o ano de 2022”, disse Werneck. “Mas certamente, ao longo dos próximos trimestres, com tudo o que tem acontecido na economia americana, estes spreads navegarão em patamares historicamente elevados e seguimos muito otimistas com nossa operação”, acrescentou o executivo. Ele se referiu ao pacote de infraestrutura aprovado no início do mês pelo governo de Joe Biden, no valor de mais de 1 trilhão de dólares.

No Brasil, a expectativa da Gerdau para 2022 é elevar as vendas no mercado doméstico entre 4% e 6% sobre a forte base de 2021, quando a demanda por aço no país cresceu cerca de 25% sobre 2020, disse Faraco.

“Estamos olhando para 2022 com manutenção nos patamares de demanda, um patamar bastante alto”, afirmou o executivo. Ele acrescentou que a companhia também está trabalhando com cenário de queda nos volumes de importação de aço pelo país para o próximo ano.

Já a divisão de aços especiais deve continuar sentindo os efeitos da crise na oferta de semicondutores para o setor automotivo, seu principal cliente. As montadoras reduziram neste ano perspectiva de crescimento de vendas e produção diante da falta de componentes eletrônicos, algo que não deverá se resolver por completo em 2022.

“No Brasil, essa dificuldade está sendo mitigada pelo crescimento do segmento de veículos pesados, que representa mais de 50% de nossas entregas de aços especiais no país”, disse Werneck.

“Enxergamos um ano de 2022 para nossos resultados de aços especiais de certa forma parecido com 2021 (no Brasil)”, afirmou o executivo. Ele acrescentou que nos EUA, após a empresa ter concluído investimentos em sua principal usina no segmento no país, em Monroe, os resultados da divisão devem mostrar melhora sobre este ano.

  • Quais são as tendências entre as maiores empresas do Brasil e do mundo? Assine a EXAME por menos de R$ 0,37/dia e descubra.

Source link

Read More

Processadores Intel ou AMD? A Tesla preferiu a segunda opção

A briga entre Intel e AMD ganhou um novo capítulo com uma escolha feita pela Tesla: para equipar a linha Model Y, ao menos para o mercado da China, a empresa de Elon Musk preferiu os processadores AMD Ryzen.

  • Aprenda quais são os tipos de investimento e como montar sua própria carteira neste curso completo e acessível da EXAME.

A novidade foi recebida com surpresa já que a Intel fornece chips para veículos Tesla há tempos.

Contudo, não é a primeira vez que uma troca do tipo acontece. A Nvidia também foi uma fornecedora dos chips que estão encarregados do sistema de entretenimento do carro.

Sistema, que por sua vez, é bastante parrudo e capaz de rodar jogos de primeira linha dentro da plataforma Tesla Gaming Arcade — o próprio Elon Musk chegou a mostrar como o carro era capaz de rodar Cyberpunk 2077 (2020).

Uma das suspeitas sobre o motivo da troca é a de que a companhia está tentando equilibrar o estoque de componentes diante do insistente cenário de escassez de chips, ou, também, de que a AMD conseguiu ofertar mais potência por um preço menor.

 

Fonte

Source link

Read More

Pravaler aborda financiamento estudantil com humor em nova campanha de verão – Portal Aberje

Com o mote “Pensou em estudar pensou Pravaler”, o ator e humorista João Pimenta apresenta de um jeito divertido o financiamento 100% digital para cursos de graduação ou curta duração

O verão é uma das estações do ano mais aguardadas pelos brasileiros e para 2022 a expectativa é ainda maior, não apenas por conta dos momentos de lazer, férias e praia, mas principalmente pela possibilidade de retomada dos planos e sonhos adiados devido à pandemia de Covid 19, como o início de uma graduação ou um curso de curta duração para aprimorar a trajetória profissional. De acordo com o estudo divulgado recentemente pela consultoria Educa Insights, em parceria com a Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), 63% dos potenciais estudantes pretendem ingressar na graduação no início de 2022.

E é com esse clima quente e animado que a campanha de verão 2022 do  Pravaler, principal plataforma de soluções para o ecossistema de educação do país, por meio do mote “Pensou em estudar pensou Pravaler”, mostrará de forma leve, descontraída e divertida que a empresa está ao lado dos estudantes também com soluções financeiras para transformar a vida por meio da educação.

Toda irreverência e humor do ator e influenciador baiano João Pimenta – Seu Pimenta poderão ser vistos nos vídeos da campanha que mostram personagens em ambientes e situações do cotidiano, especialmente durante o verão, como o churrasco com a galera e aquele pastel nas feiras livres, além das já famosas dancinhas das redes sociais, conversando sobre o desejo de cursar a graduação, seguir com os estudos para dar um upgrade no currículo e a preocupação em como pagar. Nesse momento, João entra em cena, de forma inusitada e divertida, para dar a solução rápida, prática e 100% digital que é o Pravaler.

As campanhas anteriores possuíam um apelo emocional, agora, a empresa aposta em uma dinâmica alegre e autêntica para envolver os espectadores, que vai além dos discursos dos personagens, pois os cenários e elementos dos figurinos foram todos pensados na expectativa da retomada e no importante momento de captação que é o verão. “Depois de tanto tempo sem poder curtir esse calor das matrículas e dos planos pro futuro, estamos muito animados em mostrar o impacto do nosso negócio na realização dos estudos a uma audiência mais abrangente. Estamos apostando em um tom autêntico, centrado em pilares como conversas da vida cotidiana, awareness com impacto da nossa identidade visual e também com o objetivo de posicionar o Pravaler como a primeira empresa que vá a mente das pessoas quando o assunto for soluções para todo o ecossistema da educação”, explica Paula Cardoso, head de marketing do Pravaler.

Desenvolvida pela agência The Juju Agency e produzida pela Malabares, a campanha conta com 3 vídeos de 30 segundos cada, com recortes de 30, 15 e 05 segundos, para apresentar o financiamento estudantil 100% digital e descomplicado voltado para cursos de graduação ou curta duração, como livres, técnicos e de pós-graduação. Os filmes serão veiculados em todas as redes sociais do Pravaler, assim como em anúncios nesses mesmos canais. Já as peças publicitárias estarão nos principais jornais, revistas e mídias out of home em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, João Pessoa, Curitiba e Porto Alegre até abril de 2022.

Para a executiva, o principal propósito do Pravaler é ajudar a reduzir o déficit do acesso à educação no Brasil, uma vez que de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2019, somente cerca de 20% da população do país entre 25 e 34 anos conquistou um diploma universitário. “Mesmo com políticas públicas de inclusão, o acesso à educação ainda é restrito a uma pequena parcela da população. Por isso, estamos muito confiantes nesta campanha que apresenta nossas diferentes soluções para que cada vez mais pessoas consigam transformar suas vidas por meio da educação. Já colaboramos com 200 mil estudantes e nossa meta é beneficiar 1 milhão de estudantes até 2025”, destaca Paula.

Os vídeos estão disponíveis em:

https://www.youtube.com/watch?v=N7yGzlKWG-s

https://www.youtube.com/watch?v=lLPxDAMgYho

https://www.youtube.com/watch?v=FCh7ovZx6pY

O post Pravaler aborda financiamento estudantil com humor em nova campanha de verão apareceu primeiro em Portal Aberje.

Fonte

Source link

Read More

Índice glicêmico: na montanha-russa do açúcar

Há temas, no universo da nutrição, que parecem seguir o movimento de um carrossel. Eles vão e vêm de tempos em tempos, ainda mais se o assunto girar em torno de peso, dieta e ingredientes como o açúcar. Com o índice glicêmico, o IG, tem sido assim.

Entre idas e vindas, críticas e defesas, essa medida da velocidade com que o corpo transforma em glicose um alimento já esteve atrelada a regimes da moda, mas não perdeu seu alicerce científico.

O conceito, para continuarmos nas metáforas do parque de diversões, remete a uma montanha-russa, com as subidas e descidas dos níveis de açúcar no sangue. Afinal, o IG é uma classificação criada para mensurar o efeito de itens ricos em carboidratos (de frutas a doces) na glicemia.

Tem tudo a ver com o ritmo de entrada das moléculas de glicose geradas pela digestão nas nossas células. Se isso for ligeiro, o IG é alto. É vagaroso? O número é baixo. De modo geral, produtos refinados, feitos de farinha branca, caem no primeiro grupo. No segundo, entram os itens integrais, redutos de fibras.

No cenário ideal, o fornecimento de glicose para as células deve ser gradual. Isso ajuda a modular a liberação de hormônios, como a insulina, e os sinais cerebrais da saciedade. Se esse processo ocorre em alta velocidade, o tempo todo, o corpo tende a pegar um atalho para a obesidade e o diabetes.

+ LEIA TAMBÉM: Novos rumos para a perda de peso

Colocando desse jeito, parece fácil e, por que não, uma fórmula mágica para emagrecer. “Mas não se trata de algo tão simples, já que muitas variáveis precisam ser consideradas no cálculo do IG”, pondera a nutricionista Eliana Bistriche Giuntini, do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) da Universidade de São Paulo (USP).

A estudiosa integra a equipe responsável pela Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), que traz, entre outras informações, dados do impacto glicêmico de comes e bebes. Segundo ela, interpretações erradas ou descontextualizadas do IG podem levar a escolhas inapropriadas.

Doce glossário

Entenda o significado dos termos que protagonizam esta reportagem

  • Glicose – Fundamental para todas as células, essa molécula simples de açúcar é combustível para o corpo funcionar.
  • Carboidrato – É o nutriente que fornece glicose de modo mais imediato. Frutas, cereais e massas são fontes.
  • Glicemia – Designação para a quantidade de glicose na corrente sanguínea após a transformação da comida pela digestão.
  • Índice glicêmico – Classificação para alimentos ricos em carboidrato de acordo com seu efeito nas taxas de glicemia.
  • Carga glicêmica – É um cálculo que combina o índice glicêmico do alimento com a quantidade consumida na refeição.

Vejamos: frutas como a melancia costumam despontar na parte superior dos gráficos de índice glicêmico, sendo frequentemente injustiçadas com a pecha de poços de açúcar. “Mas não dá para tachar determinados alimentos e excluí-los definitivamente do cardápio”, defende a nutricionista Maristela Strufaldi, da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

A palavra-chave aqui é contexto, e, dentro dele, Maristela sublinha que precisamos levar em conta a chamada carga glicêmica, uma medida que combina o IG à quantidade de carboidrato consumida. Resumindo: além da velocidade, a carga também pesa.

Outras questões influem na medida do IG: modo de preparo, formulação pela indústria e até o clima e o terreno onde o alimento foi cultivado. E todos esses fatores são acatados numa revisão recém-publicada no periódico The American Journal of Clinical Nutrition, que lista e atualiza mais de 4 mil itens, entre naturais e processados, com base no índice glicêmico.

“A nova tabela poderá auxiliar nas pesquisas sobre o elo entre a resposta metabólica aos alimentos e o risco de desenvolver doenças como diabetes tipo 2, males cardiovasculares e tumores como os de mama”, diz Jennie Brand-Miller, Ph.D. em nutrição e coautora do trabalho.

+ LEIA TAMBÉM: Está sentindo cansaço? A razão pode estar no seu prato

Lá se vão 40 anos desde que cientistas canadenses se lançaram a medir a velocidade de conversão dos alimentos em glicose e a difundir o IG. No centro das atenções, sempre estiveram as fontes de carboidrato. São elas que se transformam mais rapidamente em açúcar dentro do organismo.

“O carboidrato leva de 15 minutos a duas horas para ser absorvido, enquanto a proteína varia de três a quatro horas e a gordura pode chegar a cinco horas”, compara a nutricionista Natalia Barros, mestre em ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Repare aí que alguns carboidratos demoram mais e outros menos para desintegrar e virar energia. “Sobre essa disparidade, diversos fatores interferem, como a estrutura molecular do alimento”, esclarece a nutricionista Ticiane Bovi, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

E lá vamos nós revisitar alguns conceitos das aulas de química. O carboidrato do tipo simples reúne um menor número de moléculas de glicose — a sacarose do açúcar branco é um exemplo. Essa turma chega mais depressa às células, tendo, assim, IG elevado.

Já nos carboidratos complexos, conhecidos tecnicamente como polissacarídeos, a quantidade é maior. Daí que eles precisam ser quebrados diversas vezes para entregar glicose às células. O processo tende a ser mais lento — e o IG, mais baixo.

Um ícone entre os carboidratos complexos são os cereais integrais, que estão bem na fita pelo seu teor de fibras. Elas desaceleram o processo digestivo e atenuam o impacto glicêmico.

Essa é uma das justificativas de por que dez em cada dez especialistas aconselham a inclusão de fontes de fibras na dieta — ou seja, comer mais grãos, frutas e hortaliças (com casca, talo e bagaço, se possível). Os alimentos fibrosos ajudam a pisar no freio da glicemia e de uma cascata de reações metabólicas. Do contrário…

“Quanto mais rápida a absorção, maior será a liberação de insulina pelo pâncreas, numa tentativa de equilibrar os níveis de açúcar no sangue”, explica a médica Maria Fernanda Barca, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).

+ LEIA TAMBÉM: Fibras para afastar o câncer de mama

Acontece que, quando esse fenômeno se repete de modo corriqueiro e exaustivo, o pâncreas fica sobrecarregado e vai entregando os pontos — via quase certa para o diabetes — e o corpo passa a acumular a energia desperdiçada na forma de gordura. Não é por menos que estudos associam menus em que predominam itens de baixo IG a um menor risco de obesidade e diabetes tipo 2.

Tal conexão fez e ainda faz muita gente banir batata, polenta, biscoitos, pão francês, arroz branco e até algumas frutas. Mas aí mora o engano. “Não se faz refeição com um só tipo de alimento. É a combinação de vários ingredientes que dá sinergia”, afirma a nutricionista Maria Cecília Corsi, à frente do Cecília Corsi Food Coach, na capital paulista.

Embora tenham se passado décadas das experiências canadenses que resultaram no IG, cálculos e atitudes equivocadas permanecem. Daí a relevância de revisões e novas tabelas capazes de desanuviar os pontos emaranhados.

Essa (re)classificação requer enorme esforço e demanda tempo, recursos e pessoal treinado. A nutricionista Eliana Giuntini resume a ópera para VEJA SAÚDE. Primeiro, a comida passa por análises laboratoriais que destrincham a quantidade e o tipo de amidos e açúcares presentes.

Num segundo momento, pelo menos dez voluntários saudáveis ingerem glicose como padrão de referência. Depois, para o ensaio clínico, são convidados a consumir 25 gramas do carboidrato disponível do alimento examinado. Então, a glicemia deles é medida em jejum e depois de 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos da ingestão. A partir dessas medições, são realizadas as contas que rendem o IG. Imagine agora repetir esse procedimento em milhares de itens.

A rota da glicose pelo organismo

Como um alimento se transforma em glicose e leva energia para as células

Continua após a publicidade

  • Na boca
    A primeira parte da digestão acontece quando a comida é triturada pelos dentes, amassada pela língua e uma enzima da saliva também entra em ação.
  • Na barriga
    O alimento é desconstruído do estômago em diante e absorvido no intestino. Fibras desaceleram o processo. Carboidratos simples têm o efeito oposto.
  • Na corrente sanguínea
    Assim que ultrapassa o intestino, a glicose cai na circulação. Daí o pâncreas ordena a produção de insulina, hormônio que libera a entrada do açúcar nas células.
  • Na célula
    A insulina é como uma chave que abre a fechadura da célula para a glicose. Lá dentro, o açúcar participa de reações que resultam no ATP, o combustível celular.
  • No corpo
    Se ocorrer alguma falha no percurso, por excesso de carboidratos ou doenças já instaladas, sobra glicose nas artérias, e isso leva a danos ali.

Só que não dá para jogar tudo nas costas da comida. Embora o IG ajude a navegar, precisamos considerar o estado do navio, sobretudo se a ideia é mudar a alimentação diante de doenças crônicas. O navio, no caso, é o nosso corpo.

De acordo com Ticiane, questões como idade, percentual de massa muscular, oscilações hormonais e prática de exercícios influenciam a resposta glicêmica no organismo. As condições do aparelho digestivo também. Assim como a presença de distúrbios (e seus respectivos tratamentos) que repercutem diretamente nas taxas de açúcar no sangue, caso do diabetes.

+ LEIA TAMBÉM: Como incluir fibras em todas as refeições

Diante disso, o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP de Ribeirão Preto, enfatiza que as condutas, inclusive dietéticas, precisam ser individualizadas. “Há pacientes com diabetes que apresentam um quadro chamado neuropatia gastrointestinal, que altera a velocidade de absorção da glicose”, exemplifica o médico.

Quando as particularidades são consideradas, o IG se torna uma bússola mais confiável. “Todo o contexto interfere na capacidade e no tempo de metabolização [a digestão e o processamento] dos nutrientes”, salienta a nutricionista Renata Juliana da Silva, coordenadora do Curso Técnico em Nutrição e Dietética Integrado ao Ensino Médio — Etec Uirapuru, em São Paulo.

Ninguém tampouco precisa decorar uma tabela de IG ou levá-la sempre à mesa. Dá para aprender os conceitos gerais e fazer ajustes de um jeito mais saboroso. Afinal, o preparo da refeição pode alterar o índice glicêmico. Um dos principais segredos, já revelado, é incrementar os pratos com fibras.

“Ingredientes como a chia e o psyllium vão bem nas mais diversas receitas, até mesmo em sucos”, recomenda Maria Cecília. Farelos de aveia enriquecem saladas e bolos. Brócolis e vagens levantam o moral do arroz.

Outra tática é caprichar nas combinações, ou seja, casar os carboidratos com boas fontes de proteína e gordura (queijos, pescados, carnes magras, castanhas, azeite etc.) — elas equilibram o processo de digestão e o aporte de nutrientes.

O endocrinologista Airton Golbert, professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e ex-presidente da Sbem, só avisa para não errar a mão nas doses. “É importante acertar nas escolhas, mas sem acarretar um excesso de calorias”, justifica.

+ LEIA TAMBÉM: Tamanho (do prato e das porções de alimento) é documento

Maristela Strufaldi pede que se monitore o tempo ao fogo. “Cozinhar demais abranda as fibras, modifica as moléculas de carboidrato e torna a absorção pelo organismo mais veloz”, ensina. Sem contar as perdas ao paladar: tudo fica mais molenga e com aquela textura pouco apetitosa.

Procurar manter a integridade dos alimentos, por sinal, é uma dica para jamais esquecer. Veja o caso do feijão. Preso dentro do grão, pela casca, seu amido fica encapsulado e sofre menos ação enzimática durante a digestão. Mas, quando é batido no liquidificador para virar sopa, o conteúdo fibroso cai e a disponibilidade do carboidrato aumenta. Não se trata de abdicar do caldinho, mas, se optar por ele, lembrar-se de recrutar aliados em matéria de IG, caso de couve, queijo e ovo de codorna.

E tem que ficar esperto com as pegadinhas do índice glicêmico. A nutricionista Tarcila Campos, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, dá o exemplo da batata. “A frita tem o IG mais baixo do que a cozida”, observa. Devido ao óleo da receita, a digestão demora um tanto, daí a pontuação mais baixa na tabela. “É apenas uma amostra de que essa classificação nem sempre é sinônimo de qualidade”, diz.

“Por tantos detalhes, não se deve isolar o conceito, mas somá-lo a outros conhecimentos e ferramentas”, interpreta Maria Cecília. É assim que o IG garante uma viagem mais suave, sem sustos na montanha-russa do açúcar.

Erros e acertos na gangorra glicêmica

Práticas bem-vindas e outras desaconselhadas pelos nutricionistas

[Evite] Comer na mesma refeição só fontes de carboidrato 
Quando o prato junta alimentos como batata cozida e arroz branco, entre outros, a digestão costuma ser muito rápida, com a subida nos níveis de glicose.

[É o ideal] Conjugar carboidratos com fontes de proteínas e boas gorduras
Incluir pescados, queijos e carnes magras, além de castanhas, ajuda a modular a absorção do açúcar e reduz o impacto glicêmico da refeição.

[Evite] Ficar horas e horas de jejum
A privação de energia pode desestabilizar os níveis de glicose e o resultado tende a ser dor de cabeça, cansaço, desânimo, tontura, entre tantas
outras chateações.

[É o ideal] Fazer lanchinhos entre as refeições principais
Auxilia a equilibrar a glicemia ao longo do dia, mas atenção com as combinações. Frutas com cereais, iogurtes com sementes ou pães com queijos magros são opções.

[Evite] Abusar dos sucos
Entornar bebidas doces, sobretudo sem acompanhamentos, dispara a taxa de açúcar no sangue. Com isso, a fome também pode vir ligeira um tempinho depois.

[É o ideal] Privilegiar frutas in natura
Quanto mais íntegro o vegetal, maior a presença de fibras. E elas estão entre os agentes que trabalham para que a glicose caia na circulação mais lentamente.

+ LEIA TAMBÉM: Frutas contra o diabetes

Apertem os cintos, o índice glicêmico subiu!

Veja a classificação dos alimentos segundo o índice glicêmico (IG). Considera-se IG baixo quando é menor que 55; médio, entre 56 e 69; e alto, de 70 em diante

CAFÉ DA MANHÃ

  • Iogurte natural 17
  • Pera 24
  • Aveia em flocos 39
  • Morango 40
  • Mamão papaia 43
  • Pão integral 9 grãos 57
  • Banana-nanica 61
  • Biscoito cream cracker 64
  • Pão francês 70

DICA: Que tal incluir sementes (abóbora, girassol, chia) e queijos magros (cottage, minas) no seu café da manhã? Isso realmente ajuda no equilíbrio glicêmico

ALMOÇO

  • Cenoura crua 16
  • Grão-de-bico cozido 24
  • Maçã fuji 25
  • Feijão-carioca cozido 38
  • Abóbora cozida 53
  • Arroz branco cozido 57
  • Mandioquinha cozida 62
  • Pêssego 76

DICA: Priorize itens ricos em fibras no cardápio, já que elas colaboram para modular as taxas de glicose no sangue. Só não se esqueça de beber água ao longo do dia

JANTAR

  • Espaguete integral 35
  • Ervilha cozida 35
  • Mandioca cozida 40
  • Milho verde cozido 55
  • Lichia 57
  • Melão 60
  • Beterraba cozida 64
  • Batata cozida 81

DICA: Combinar fontes de carboidratos com alimentos que ofereçam proteínas e boas gorduras é regra básica para evitar elevações bruscas dos níveis de glicose no sangue

  • FamíliaCadê o suco de laranja lima do bebê?2 Maio 2021 – 12h05

  • AlimentaçãoFibras para afastar o câncer de mama21 jun 2020 – 09h06

  • AlimentaçãoDieta low carb: vale a pena?18 mar 2018 – 12h03

Continua após a publicidade

Source link

Source link

Read More

Investimentos em LGPD podem gerar créditos de Pis/Cofins

Campinas (SP) 30/11/2021 – Deve ser considerado o potencial de gerar crédito calculado sobre esses gastos à alíquota

Empresas podem compensar até 10% do valor gasto com a sua implementação

Promulgada em 2018 e em vigor desde o segundo semestre deste ano, a Lei nº 13.709/2018, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que tem como principal objetivo a proteção e transparência na utilização de dados pessoais, tem obrigado empresas de todos os portes a investirem na sua implementação. Mas, a grande maioria das companhias desconhece que até 10% das despesas com a sua implementação pode voltar para o caixa em forma de geração de créditos de Pis/Cofins.

A LGPD criou obrigações para as empresas em relação ao manuseio e à guarda de informações de terceiros, especialmente clientes, mas também em relação a fornecedores e colaboradores, que caso não implementadas, ou se mostrem inadequadas ou insuficientes, poderão sofrer sanções administrativas, tais como advertência, multas podendo alcançar até 2% do faturamento da empresa ou mesmo R$ 50.000.000,00 por infração, sanções essas vigentes desde o último dia 1º de agosto.

Segundo o coordenador da área tributária do escritório Neves e Maggioni Advogados, de Campinas (SP), Alexandre Colleoni, parte dos custos com a implantação da Lei, enquadradas como ferramentas técnicas, e necessária para o cumprimento das exigências, pode voltar para as empresas em forma de crédito de Pis/Cofins, com percentual de até 10% do total gasto.

Colleoni cita que a geração de crédito está amparada em decisão tomada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), quando do julgamento do Recurso Especial, que definiu que os critérios para a conceituação de insumos para fins da geração de créditos na sistemática da não cumulatividade do Pis e da Cofins, deverão ser a essencialidade ou a relevância deste para o desenvolvimento da atividade econômica da empresa, ou pela negativa, tudo aquilo o que, caso não fosse empregado, inviabilizaria a atividade produtiva ou a possibilitaria com substancial perda de qualidade.

Desta forma, resta incontroverso que os dispêndios utilizados pelas empresas para se adequarem e manterem a plena observância com os ditames concernentes à LGPD atendem a ambos os critérios.

Segundo o especialista, a legislação beneficia a todas as empresas que tenham incorrido em gastos com investimentos relativos à LGPD relacionados a ferramentas técnicas que permitam o cumprimento das exigências da referida norma. “Deve ser considerado o potencial de gerar crédito calculado sobre esses gastos à alíquota conjugada de 9,25%, além de reconhecer o direito à compensação ou restituição do Pis e da Cofins eventualmente recolhidos a maior nos últimos cinco anos, devidamente atualizados”.

Website: https://nevesemaggioni.com.br/

Source link

Read More

Marca com apenas uma loja é comprada pela Arezzo por R$ 180 milhões

O Grupo Arezzo anunciou a aquisição da marca Carol Bassi nesta terça-feira, 30, por 180 milhões de reais – o que garante a entrada da companhia no mercado de moda feminina. Essa movimentação consolida a estratégia de Alexandre Birman em converter a gigante em house of brands, em referência ao conglomerado com diferentes grifes.

Com o sobe e desce do mercado, seu dinheiro não pode ficar exposto. Aprenda como investir melhor.

Essa negociação também prevê que Anna Carolina Bassi (sócia e fundadora que dá nome à marca) e o administrador Caio Campos continuarão vinculados até o exercício social de 2025. E, conforme o desempenho dos próximos quatro anos, os sócios poderão receber da Arezzo&Co duas parcelas adicionais de até 20 milhões de reais cada.

Plano de crescimento para a marca

“Fazer parte da Arezzo&Co nos trará a estrutura que precisamos para acelerar nosso crescimento. Mais do que isso, o que nos encantou foi a sinergia com Alexandre e Rony. Assim como eu e o Caio, meu marido e sócio, eles têm paixão pelos negócios que construíram. É uma conexão de alma. Estou muito feliz com o que vamos criar juntos a partir daqui”, afirma Ana Carolina Bassi.

A Carol Bassi foi fundada em 2014 e, atualmente, possui apenas uma loja física (no shopping Cidade Jardim, em São Paulo) que tem faturamento mensal de 3,5 milhões de reais. Com a aquisição, existe a previsão de abrir de 15 a 20 pontos físicos próprios nos próximos meses, além de a criação de um e-commerce. Sob o comando da Arezzo&Co, também passará a atuar no mercado de calçados e bolsas.

Público de alta renda

Mesmo sem site próprio dedicado às vendas, a marca fundada por Anna Carolina Bassi tem forte presença nas comunidades digitais, com mais de 55 grupos online para contato com vendedoras diretas. Essas plataformas incluem cerca de 8 mil mulheres com renda domiciliar acima dos 22 mil reais e correspondem a mais de metade das vendas da loja, de acordo com a própria empresa.

“Carol criou um grande negócio que ao mesmo tempo parece ser a melhor amiga de suas consumidoras. Já não se sabe mais onde começa a influenciadora e termina a marca, onde começa a loja e termina a casa. Carol usou a digitalidade para criar um lugar não apenas para onde as clientes mais vão, mas principalmente pra onde as clientes mais voltam”, diz Rony Meisler, CEO da AR&Co

O futuro do varejo é 100% digital? Entenda assinando a EXAME por menos de R$ 11/mês.

Source link

Read More

Com inovação, receita de farmácias Panvel deve chegar a R$ 3,2 bi em 2021

A rede de farmácias Panvel está ampliando o uso da tecnologia. A companhia lança a partir de 1º de dezembro o seu primeiro programa de aceleração de startups, com foco em empresas nas áreas de saúde e bem-estar, experiência do cliente e inteligência operacional.

Já imaginou ter acesso a todos os materiais gratuitos da EXAME para investimentos, educação e desenvolvimento pessoal? Agora você pode: confira nossa página de conteúdos gratuitos para baixar.

“A Panvel é inovadora há muitas décadas. Nunca fomos a empresa que mais investe em tecnologia, mas nos destacamos por fazer as melhores escolhas, aquelas que fazem mais sentido para o cliente e para o crescimento da companhia”, afirmou Antonio Napp Diretor, Financeiro e de Relações com Investidores do Grupo Dimed, em entrevista a EXAME.

O foco do programa são startups em fase de MVP (mínimo produto viável, na sigla em inglês) e tração, que terão mentorias especializadas e suporte para o desenvolvimento dos seus produtos. As inscrições podem ser feitas até 14 de janeiro no site do programa.

O programa de aceleração é uma das frentes da área de inovação da empresa, batizada de Panvellabs. A área está se movimentando de forma acelerada. No início do mês, foi criado o comitê de inovação da companhia, responsável por definir a estratégia de inovação da empresa com foco na aceleração digital. Dentre os integrantes do comitê está o consultor de varejo Alberto Serrentino. “É um fórum que tem a função de discutir a inovação em todas as camadas da empresa”, afirma Napp.

Source link

Read More

Natura cresce portfólio vegano e chega a 90% dos produtos

A fabricante de cosméticos Natura alcançou a marca de 90% de produtos veganos em todo seu portfólio, um aumento de seis pontos percentuais em comparação com 2020.

  • Quais são as tendências entre as maiores empresas do Brasil e do mundo? Assine a EXAME e saiba mais.

O resultado ocorre após um processo de revisão, conduzido ao longo do último ano, que abrangeu por completo a cadeia de fornecimento da empresa para garantir a não-utilização de ingredientes de origem animal no fornecimento ou no processo de obtenção das matérias-primas.

Para isto, toda a rede de parceiros da empresa foi mobilizada para buscar ingredientes que pudessem cumprir com todos os requisitos para serem considerados veganos.

“Esse movimento foi muito positivo e engajador porque estimulou todos os nossos parceiros a aprimorar seus próprios processos e cadeias, assegurando a não-utilização de nenhum ingrediente não-vegano”, diz Roseli Mello, líder global de pesquisa e desenvolvimento da Natura.

A cera de abelha, por exemplo, já não é empregada em novas formulações, mas é o último componente não-vegano que ainda integra o portfólio da marca em alguns itens como batons e máscaras de cílios, por exemplo.

“Temos um pipeline previsto para substituir completamente a cera de abelha em todos os nossos produtos nos próximos anos. É um compromisso já assumido, que exige um trabalho de inovação e de pesquisa em todo o mundo para encontrar os ingredientes ideais que apresentem as mesmas propriedades estruturantes de forma a manter a qualidade”, diz Mello.

Source link

Read More

Balanço da Salesforce: receita recorde, mas lucro sob pressão

Esta reportagem faz parte da newsletter EXAME Desperta. Assine gratuitamente e receba todas as manhãs um resumo dos assuntos que serão notícia.

Salesforce, líder global em software corporativo, apresenta hoje, 30, o resultado fiscal relativo ao terceiro trimestre de 2021 e deve mostrar, ao menos no lucro, sinais de enfraquecimento da fase em que surfou em uma alta demanda por serviços de digitalização e computação em nuvem.

Espera-se que a receita mantenha o crescimento e atinja o marco de 6,8 bilhões dólares, ante 5,42 bilhões de dólares do ano anterior  nos últimos dois trimestres, a empresa superou todas as estimativas.

Contudo, a lucratividade deve ficar sob pressão, uma vez que a empresa terá de por os valores em comparativo com o momento recorde de 2020. Também, entram na conta os custos de fusões e aquisições feitas este ano.

Há compras bem vistas. Uma delas é a MuleSoft, de integração entre aplicativos, que foi lassada por 6,5 bilhões de dólares, e o sistema de visualização de dados Tableau, por 15,3 bilhões de dólares.

E outras que ainda precisam mostrar ao que vieram, como a compra do mensageiro Slack, a maior aquisição que já fez e pela qual desembolsou 27,7 bilhões de dólares.

Espera-se que a companhia relate um lucro de 0,28 dólares por ação, o que representa um declínio de 80%. O valor contabilizado no lucro por ação do mesmo período de 2020 foi de 1,74 dólares.

Salesforce e a transformação digital: entrevista com Fabio Costa | CEO Talks

Quais são as tendências entre as maiores empresas do Brasil e do mundo? Assine a EXAME e saiba mais.

Fonte

Source link

Read More

Lab de Comunicação para o Agronegócio da Aberje debate relacionamento com a imprensa internacional – Portal Aberje

Evento online reúne profissionais brasileiros de comunicação do agronegócio para falar sobre reputação do setor e relacionamento entre mídia e empresas

“Comunicação não é o que você diz. É o que os outros entendem”. A frase de David Ogilvy, utilizada por Ricardo Nicodemos, vice-presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMR&A) durante o Lab de Comunicação para o Agronegócio, realizado no dia 29 de novembro, resume bem o desafio dos profissionais de comunicação do agronegócio brasileiro, cuja imagem sofre diretamente o impacto da reputação que o segmento tem com a própria mídia brasileira.

Para discutir como é essa relação entre agronegócio e mídia em outros países e  como os players brasileiros podem se aproximar da mídia internacional para diminuir os ruídos de comunicação, participaram do evento Vera Ondeik, editora de Agro da Forbes Brasil; Ricardo Nicodemos, vice-presidente da ABMR&A; Eduardo Savanachi, sócio-diretor da empresa QuartettoCom. Como mediador, Nicholas Vital, jornalista especializado em agronegócio e escritor.

Nicholas Vital

Na ocasião, Vera Ondeik comentou sobre a linha editorial da plataforma Forbes. “Temos uma linha editorial positiva e propositiva, que é para inspirar pessoas e ajudar o país a crescer, a prosperar. De pouco adianta o esforço e a determinação se a gente não sabe onde a gente quer chegar”, analisa. “Há duas áreas de muito interesse do público: alimentação e mudanças climáticas. Esses temas têm um impacto grande porque falam de comida, não há muito segredo nesse ambiente aspiracional e há muitas manifestações e comentários nas redes sociais quando publicamos algo nesses temas. A comunicação do agro precisa ser feita”.

Nessa linha de pensamento. Vera prossegue enfatizando que o mundo produz mais conteúdo do que consegue consumir. “Então, como as empresas que fazem comunicação do agro vão produzir conteúdo para esse público? Como você vai capturar esse seu consumidor de conteúdo? O agro é esporádico nessas plataformas. Esse é o grande desafio. De nada adianta as oportunidades de comunicação aparecerem se você não está preparado para aproveitar essas oportunidades da comunicação. É importante esse Lab de discussão para pensarmos como é que a gente se prepara para essas oportunidades que não são constantes”.

Vera Ondeik

Ao iniciar sua fala, Ricardo Nicodemos provocou a audiência ao indagar “como deixamos que a população brasileira, as comunidades internacionais e a imprensa nacional e internacional percebam o Brasil e o agro?”. “No meu entender ou nós construímos uma narrativa ou alguém vai construir essa narrativa por nós. Não importa quem ou o que falam; o fato é que há problemas na Amazônia que interferem diretamente na imagem do agronegócio”, avalia o executivo. “Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o desmatamento na Amazônia Legal teve aumento de 21,97% em 2021. Um aumento significativo” 

Por isso é importante ampliar o entendimento e a avaliação sobre o agro e seus atores. “Quem perde quando o agro brasileiro é atacado ou sua imagem é denegrida? Toda a cadeia do agro perde quando os problemas da Amazônia são propagados dentro e fora do país”, enfatiza Nicodemos, indagando ainda qual seria o papel do produtor rural nessa história. “Não há agro se não tiver produtor; ele é o principal ator dessa cadeia e a sua imagem está vinculada, de certa forma, a quem degrada o meio ambiente, a quem desmata e não segue as boas práticas de sustentabilidade. Precisamos trabalhar isso. É do produtor o mérito de termos mudado de posição. Antes éramos dependentes e importadores, hoje somos um dos maiores exportadores mundiais”.

Ricardo Nicodemos

O Brasil é um dos grandes líderes do agro mundial. Segundo pesquisa recente da Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio – ABMR&A aponta que 94% dos produtores declaram adotar técnicas para minimizar os impactos ambientais; 74% dos produtores têm a segurança do meio ambiente como uma das suas maiores preocupações e 72% entendem que é importante que seus fornecedores realizem práticas de sustentabilidade ambiental. “Temos que construir uma narrativa baseada em fatos, ciência em história. História é o que não falta para a gente contar o agronegócio brasileiro”, conclui o executivo.

Eduardo Savanachi contribuiu para o Lab ao trazer a comunicação como produto final. “Quando a gente pensa no produto de comunicação, há uma parte estratégica de planejamento que é fundamental; é importante pensar o que se vai comunicar e para quem, mas muitas vezes não se olha para a parte final disso, que é como se vai embalar e dar formato para o que se quer comunicar”, acentua. “Toda estratégia tem que gerar um produto e todo produto tem que nascer de uma estratégia. O formato tem um papel crucial quando a gente fala em promoção de uma mensagem”.

Na visão do executivo, o agro está no momento de pensar esse formato. “O conteúdo, as informações, os dados, os setores, as empresas já têm isso. A gente consegue mapear isso muito bem. A questão agora é o como. Como atingir essas pessoas, desenvolver formatos para que as pessoas se conectem com a mensagem que, talvez não exaltando o agro, mas fazendo com que as pessoas entendam o agronegócio e o funcionamento dessa cadeia”, analisa.

Eduardo Savanachi

O post Lab de Comunicação para o Agronegócio da Aberje debate relacionamento com a imprensa internacional apareceu primeiro em Portal Aberje.

Fonte

Source link

Read More