Amazon decepciona no 3º trimestre com metade do lucro de um ano atrás

A gigante do comércio online Amazon, que encontra dificuldades para contratar pessoal e se abastecer, obteve 3,2 bilhões de dólares de lucro líquido no terceiro trimestre, um resultado muito abaixo das expectativas de Wall Street.

A companhia registrava queda de quase 4,5% nas transações eletrônicas posteriores ao fechamento nesta quinta-feira (28).

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A comparação é desfavorável ao terceiro trimestre do ano passado, quando a companhia triplicou seus lucros devido à crise sanitária que impulsionou o comércio online, chegando a 6,3 bilhões de dólares de lucro líquido.

Seu faturamento, no entanto, foi de 110,8 bilhões de dólares (+15%), conforme suas previsões, mas abaixo dos 111,6 bilhões de dólares que os analistas esperavam.

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Faturamento da Apple decepciona no 3ª trimestre com falta de componentes

A Apple teve lucro líquido de 20,5 bilhões de dólares no quarto trimestre de seu exercício fiscal (o terceiro do ano), superando as expectativas, mas seu faturamento decepcionou os analistas, pois a empresa foi afetada por problemas de abastecimento. 

A companhia estima que deixou de faturar 6 bilhões de dólares no primeiro trimestre por “dificuldades de abastecimento mais importantes do que o esperado”, disse seu diretor-geral, Tim Cook, durante teleconferência para apresentação de resultados.

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A empresa estima que as perdas do faturamento no trimestre atual sejam inclusive superiores.

O faturamento total alcançou os 83,3 bilhões de dólares, em alta de 29% sobre o mesmo trimestre do ano passado, impulsionado pelas vendas do iPhone.

Em todo o exercício de 2020/2021 (outubro a setembro), a Apple vendeu 191,9 bilhões de dólares em iPhones – um recorde.

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Petrobras tem lucro de 31 bilhões e atinge meta de redução de dívida

Com a alta do petróleo neste terceiro trimestre, a Petrobras conseguiu um lucro líquido de 31,1 bilhões de reais neste terceiro trimestre, um EBITDA recorrente de 63,8 bilhões de reais e com fluxo de caixa livre de 47,2 bilhões de reais. Além disso, a receita da petroleira foi de 121,5 bilhões de reais. Esse valor é 9,8% acima do trimestre anterior e 71,9% superior ao mesmo período do ano passado.

A boa receita também garantiu que a empresa reduzisse sua dívida bruta para 59.5 bilhões de dólares. O valor conseguiu ultrapassar a barreira de 60 bilhões 15 meses antes do previsto. Na publicação dos resultados, o presidente da empresa Joaquiam Silva e Luna comemorou os números:

“É com muita  honra que me dirijo a vocês para compartilhar os resultados alcançados. Atingimos nossa meta de endividamento muito antes do planejado e estamos dividindo parte das riquezas geradas com a sociedade e nossos acionistas através de impostos, dividendos, criação de empregos e investimentos. Ainda almejamos muito mais para a nossa Petrobras e, portanto, seguiremos trabalhando com afinco e racionalidade, investindo responsavelmente nos ativos mais rentáveis para gerar assim cada vez mais prosperidade”.

A alta dos combustíveis por que o país passa também ajudou a empresa. A alta da receita de vendas com derivados no mercado interno foi 18,1% superior ao segundo trimestre, com destaque para as vendas de diesel, gasolina e QAV.

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Ambev reage: ‘Estamos ganhando muito mercado’, diz CFO

“Estamos ganhando muito mercado”, disse Lucas Lira, CFO da Ambev (ABEV3), sobre os números apresentados pela companhia na manhã desta quinta-feira, 28 de outubro. O resultado do terceiro trimestre foi bem recebido por analistas e investidores, com reflexo na bolsa: as ações da companhia dispararam 9,72%, a maior alta do dia do Ibovespa.

O volume de cerveja vendido cresceu 7,5% no período na comparação anual, para 45,655 milhões de hectolitros, enquanto as expectativas apontavam para queda. No acumulado de 12 meses, o volume bateu 180 milhões de hectolitros, a maior marca da história para o período, superando o pico de 172 milhões de hectolitros de 2015.

Em entrevista à EXAME Invest, Lucas Lira explicou os três principais pontos que levaram ao volume recorde.

Primeiro, o portfólio. Seja no premium, no core plus ou no mainstream, temos visto nosso portfólio cada vez melhor e completo, seja em variedade e inovação para diferentes ocasiões de consumo”, afirmou.

O segundo ponto apontado pelo executivo é a inovação. Embora dona de marcas tradicionalíssimas, como Antarctica, Skol e Brahma, mais 20% das receitas vieram de produtos criados há, no máximo, três anos. “Não é uma marca só ou só um produto, é um pipeline de inovação.”

O terceiro ponto que explica o recorde em vendas são os investimentos em tecnologia, que resultaram nas plataformas Zé Delivery (entregas B2C), BEES (B2B) e Donus (fintech para parceiros B2B). “Realmente vimos uma oportunidade no meio da crise, da pandemia.”

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Lira também comentou os desafios da Ambev para os próximos meses e 2022, que vão desde a busca por mais variedade de produtos em suas plataformas digitais até possíveis gargalos relacionados à oferta. Mas, ainda que veja pressões em sua cadeia de suprimentos e na de fornecedores, o executivo acredita que o pior já passou.

Confira a entrevista da EXAME Invest com Lucas Lira, CFO da Ambev:

A Ambev apresentou forte crescimento de volume, contrariando as expectativas de mercado. Qual o tamanho do ganho de mercado proporcionado? 

Do segundo trimestre de 2020 para cá a curva de volume é ascendente, com mudança de patamar para cima do histórico, superando 2015. Trouxemos o volume anualizado para outro nível, tanto no Brasil quanto em outros mercados. 

Nosso volume vem performando melhor que em 2020 e em 2019. No terceiro trimestre, tivemos crescimento de volume contra 2020 em 9 dos 10 principais mercados, e versus 2019, crescemos em oito deles. Isso também ocorreu no primeiro e segundo trimestres, o que mostra consistência. 

Desde 2019, temos feito mudanças grandes e estruturais na companhia, com apostas muito grandes em inovação, em tecnologia, na construção e na renovação do portfólio. Este [terceiro] trimestre ilustra bem todo o trabalho que vem sendo feito há mais de dois anos.

O share é uma métrica que mostra que nós estamos acertando mais do que errando e executando superbem. Apesar dos pesares, com pandemia e [o cenário] macro, isso tem dado certo. 

Quais foram as principais transformações que elevaram o volume de vendas a esse nível? 

Primeiro, o portfólio. Seja no premium, no core plus ou no mainstream, temos visto nosso portfólio cada vez melhor e completo, seja em variedade e inovação para diferentes ocasiões de consumo. É um portfólio mais saudável e melhor.

Número dois é inovação. Não é uma marca só ou só um produto, é um pipeline de inovação, que vem sendo construído desde 2019. No terceiro trimestre, mais uma vez, as inovações representaram mais de 20% da nossa receita, que é um patamar alto e muito bom, que temos conseguido manter. A inovação tem feito a diferença, de novo. 

Terceiro é a tecnologia. Ou seja, essas apostas que fizemos, principalmente a partir da pandemia. No segundo trimestre do ano passado, resolvemos acelerar o Zé [Delivery] no B2C, com BEES no B2B e com a Donus, que é nossa fintech. 

Realmente vimos uma oportunidade no meio da crise, da pandemia. Vimos a tecnologia transformar não só o nosso negócio mas também a forma como nos relacionamos e procuramos agregar valor para o consumidor e cliente. Resolvemos apostar grande e tem dado certo, com as plataformas ganhando o Brasil. 

Quando a Ambev cita que mais de 20% da receita vem de inovação, de onde vem essa receita?

Definimos inovação como qualquer produto (como líquido, embalagem, marca) que não existia no mercado nos últimos 36 meses. É um alvo móvel, que vai evoluindo mês a mês. A ideia é que isso seja mesmo dinâmico para que a gente desenvolva um pipeline de inovação. 

Quais os próximos passos para as plataformas de tecnologia da Ambev?

Ainda estão se desenvolvendo no que podem oferecer. Um bom exemplo foi o anúncio de que a BRF [BRFS3] vai trazer os produtos dela para o BEES e com isso vamos conseguir trazer mais variedade para os negócios dos nossos clientes. Para nós isso é superimportante: ter mais variedade e oferta dentro do BEES. Estamos vendo muito potencial para essas plataformas, que vieram para ficar, mas há muito trabalho para fazer ainda. 

O número de pedidos do Zé Delivery cresceu de 14 milhões para 15 milhões desde o primeiro trimestre. Essa desaceleração do crescimento se deve ao maior consumo de cerveja nos bares?

Os bares e restaurantes estão voltando e, com isso, a socialização fora de casa, como tomar cerveja com os amigos. Isso é bom, porque foi um dos segmentos que mais sofreram na pandemia e vemos com muito bons olhos e temos nos preparado para essa ocasião de retorno. 

No caso do Zé, ele passou por uma extensão muito grande do ano passado para cá. Focamos nos últimos meses em sua expansão geográfica. Hoje, o Zé está em 280 cidades, o que é um crescimento versus o segundo trimestre de cerca de 70 cidades a mais. As cidades em que estamos cobrem aproximadamente 70% da população brasileira. Existe o plano de expansão geográfica, que continua. 

Além disso, temos focado em aprimorar a oferta de produtos dentro do Zé. Da mesma forma como fizemos a parceria com a BRF no BEES, estamos trabalhando com outras empresas de bens de consumo para que eles também ofereçam produtos por meio do Zé para as ocasiões de consumo dentro de casa.

Estamos com mais de setenta parcerias celebradas para o Zé. O Zé segue crescendo e a quantidade de pedidos cresceu ao longo do trimestre, o que é positivo ao olhar para frente. Mas há muita coisa para fazer, seja na expansão geográfica seja em aprimoramento na gama de produtos do aplicativo.

Temos visto a inflação superar as estimativas tanto no Brasil quanto no exterior. Na conferência com investidores foi dito que deve haver maior pressão das commodities do que cambial em 2022. Como isso deve afetar as margens de lucro para o ano que vem?

Ao passo que em 2021 as pressões vieram mais do câmbio que das commodities, seja por causa da desvalorização do real ou do peso argentino, essa realidade se inverte em 2022. Então, as commodities tendem a jogar mais contra no ano que vem, e o câmbio, principalmente o real, deve pesar menos. O principal ponto de atenção são mesmo as commodities. 

É um desafio. O ano de 2020 já foi bastante desafiador, mas, felizmente, temos conseguido recuperar nosso negócio de modo consistente pelo crescimento de receita e muito em razão do crescimento de volume. 

Para encarar 2022, a fórmula será, mais uma vez, o foco muito grande na melhoria de volume e receita graças à inovação, às marcas premium e ao volume de garrafa retornável. Não tem uma solução única. Mas acreditamos que, se continuarmos melhorando de modo consistente a nossa performance comercial, temos boa chance de zerar, ao menos em parte, as pressões que vão vir.

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Grupo Heineken lança versão da Amstel com baixas calorias

De olho em um público que se procupa com calorias e carboidratos, o Grupo Heineken faz mais uma expansão do portfólio no Brasil.

Depois de trazer a marca Tiger, que ocupa o mesmo segmento que a Asmtel na estratégia da empresa, agora é a vez de uma cerveja “light”. O grupo lançou nos últimos dias a cerveja Amstel Ultra, que já existe em cinco países e tem 72 calorias a long neck de 255 calorias.

A nova aposta da marca tem como objetivo liderar a promissora categoria de cervejas sem glúten, de baixa caloria e com menor teor alcoólico, que atrai cada vez mais a atenção dos consumidores da chamada geração Z. A principal concorrente da empresa, a Ambev, já fez um lançamento parecido. Em abril, a empresa lançou a Michelob, que também tem baixas calorias e carboidratos.

“Você não precisa comprometer uma coisa ou outra, deixar de beber ou consumir muitas calorias. Agora você tem uma cerveja que é low carb e vai ser uma cerveja mais saudável para determinadas dietas. A Amstel já é sem glúten, e agora esta tem menos calorias, mas mantém o álcool, garantindo que as pessoas possam se divertir. Esse produto chega num momento perfeito. As pessoas querem se divertir, mas adiquiriram uma consciência de saúde que é diferente”, diz a chefe de Marketing da Amstel no Brasil, Vanessa Brandão.

Quanto ao gosto, Vanessa descreve “refrescante, mas com leve amargor”.

A Amstel tradicional é uma marca que ocupa um espaço entre as cervejas populares e as premium como Eisenbahn Pilsen e a a própria Heineken. Ela é puro malte, mas tem preço acessível, explica Vanessa.

O próprio crescimento do segmento premium (que saiu de 4 para 20% em cerca de 10 anos) ajudou a fazer com que o segmento em que está a Amstel, logo abaixo, crescesse. Isso porque ela também é puro malte.

A executiva também explica por que ela é a marca perfeita para o grupo Heineken lançar uma versão light, já que a empresa poderia optar por outro.

A Amstel se posiciona inspirada na cidade de Amsterdam, capital da Holanda, que é uma cidade conhecida pela diversidade e pela aceitação às pessoas. Por isso é que faz sentido escolher uma marca que tem um aspecto inclusiva para uma versão light.

Segundo a empresa, a nova Amstel é composta apenas por ingredientes naturais, sendo eles: água, malte e lúpulo. No Brasil, é produzida na cervejaria de Itu, em São Paulo, e até o final do ano terá distribuição em todos os estados das regiões Sul e Sudeste.

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Com mudança de nome, Facebook aposta tudo no Metaverso

O Facebook está cheio de problemas mundanos. A empresa passa por uma crise após informações internas vazadas pela ex-funcionária Frances Haugen, que apontam que foi priorizada a competição e crescimento em detrimento do bem estar de usuários. Além disso, está na mira de reguladores americanos e vê o mercado de publicidade, seu principal filão, passando por dificuldades em meio a novas regras de privacidade de empresas como a Apple.

  • A pandemia mostrou que a inovação será cada dia mais decisiva para seu negócio. Encurte caminhos e vá direto ao ponto com o curso Inovação na Prática.

Apesar disso, o foco da empresa está em outra realidade. Nos últimos meses, o Facebook tem batido na tecla do Multiverso, uma nova realidade virtual que deve permitir que pessoas se conectem a um mesmo universo tecnológico e tenham relações interpessoais que vão além das telas que usamos atualmente.

Novos detalhes dessa rede foram apresentados na Facebook Connect, uma conferência virtual da companhia nesta quinta-feira, 28.

“Comer no Metaverso vai parecer que você está na mesma sala com alguém, ao invés de olhar para um grid em uma tela”, disse Mark Zuckerberg em anúncio. “Telas não conseguem contemplar a interação entre as pessoas”.

Zuckerberg apresentou uma série de interações que poderão acontecer nesse novo universo, como after parties depois de um show presencial, games e esportes como boxe ou basquete, e até interações de trabalho, permitindo facilitar reuniões e integrar trabalho remoto e híbrido.

“Estou otimista sobre trabalho no Metaverso. Muitos migraram para um modelo remoto no último ano e meio, mas o híbrido vai ser complexo, então dar as ferramentas para que todos possam estar presentes não importa onde estejam vai ser transformador”, disse o CEO.

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Paulistão terá modelo inédito de betting partner

A Federação Paulista acaba de lançar um modelo inédito para o parceiro oficial de betting para o Paulistão 2022. A ideia é que este parceiro vá além de um patrocínio tradicional e passe a ter uma relação institucional com a competição, tendo o direito de usar a marca do Paulistão e todos os seus ativos.

A novidade desse formato de parceria é que a empresa de betting escolhida terá os dados estatísticos e esportivos do Paulistão com exclusividade. Outro benefício será a integração da plataforma da casa de apostas com o Paulistão Play, o OTT do Futebol Paulista. Quem estiver assistindo aos jogos, poderá fazer apostas no mesmo ambiente digital.

Além das grandes novidades, o parceiro de betting ainda terá a oportunidade de contar com outros ativos exclusivos nesse segmento:
– exposição no LED em torno do campo de todos os jogos;
– presença em todas as transmissões do Paulistão em todas plataformas;
– produção de conteúdos para redes sociais, incluindo produções de vídeos exclusivos sobre betting, entregue em todas as plataformas digitais;
– ações com as torcidas nas arenas onde os jogos serão realizados;
– acesso aos dados dos cadastros de torcedores do Paulistão em todas as suas iniciativas;

A FPF já está conversando com mercado e já há negociações em andamento para ocupar a posição parceiro oficial do Paulistão.

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RD Hostel: dez painéis imperdíveis sobre marketing, vendas e inovação

Foi uma maratona: mais de 80 painéis e 120 palestras online com insights e debates entre especialistas brasileiros e internacionais considerados referência em marketing, vendas, redes sociais, gestão, liderança, negócios e tecnologia.

Um dos eventos mais esperados do ano pelo mercado, o RD Hostel, aconteceu entre os dias 20 e 21 de outubro, com transmissão direto de Florianópolis, onde fica a sede da empresa. A programação foi marcada pela apresentação de um manifesto da RD Station, líder em software de automação de marketing e vendas com mais de 35.000 clientes na América Latina.

Em seu keynote, o CEO Eric Santos, e o diretor do RD Station CRM, Luis Lourenço, apresentaram a visão da RD Station para os caminhos do mercado em marketing, vendas e inovação. Para eles, o futuro passa pelo conceito de crescimento previsível.

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Afinal, crescer não é mais uma estratégia baseada em volume, mas sim em eficiência. A frase se aplica perfeitamente ao ambiente de uma cozinha, em que o sucesso depende de medidas exatas, no tempo certo, além, claro, de entrosamento entre as equipes – por isso mesmo, o vídeo do manifesto é apresentado pelo chef Leo Abreu. Os resultados precisam ser previsíveis, ou então as receitas desandam. Essa mesma realidade se aplica ao mundo dos negócios.

E para alcançar o crescimento previsível de forma consistente é preciso saber o que a empresa está fazendo e aonde quer chegar.

O argumento é simples: quanto maior for o engajamento, maiores são as chances de conversão em vendas. Enquanto a área de marketing olha o funil por inteiro, a de vendas se torna uma facilitadora, guiando o cliente de forma personalizada.

E isso tudo só é possível quando os profissionais de marketing usam a tecnologia a seu favor e passam a tomar decisões pautadas em dados. Vale lembrar que a indústria global de martech (uma combinação de marketing e tecnologia) está avaliada em 344,8 bilhões de dólares de acordo com a MarTech Alliance – um aumento de 5.233% em dez anos.

A boa notícia é que o evento não acabou: no dia 17 de novembro, Martha Gabriel, CEO da Martha Gabriel Consulting & Education – referência na área de negócios –, é o destaque de uma tarde de programação, com palestras e interações que vão ajudar as empresas a se planejar para 2022.

Para quem perdeu o evento ao vivo, selecionamos, a seguir, dez palestras e painéis imperdíveis para alavancar os resultados dos negócios:

 

Captura de Tela 2021-10-25 às 14.54.30(RD StationDivulgação)
Captura de Tela 2021-10-25 às 14.32.30(RD StationDivulgação)
Captura de Tela 2021-10-25 às 14.41.50(RD StationDivulgação)
Captura de Tela 2021-10-25 às 14.43.48(RD StationDivulgação)
Captura de Tela 2021-10-25 às 14.46.38(RD StationDivulgação)
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Captura de Tela 2021-10-25 às 14.59.00(RD StationDivulgação)
Captura de Tela 2021-10-25 às 15.01.41(RD StationDivulgação)
Captura de Tela 2021-10-25 às 15.08.32(RD StationDivulgação)

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COP26: 18 grandes nomes falam de suas expectativas para o evento

Está perto de terminar a contagem regressiva: no último dia deste mês será aberta em Glasgow, na Escócia, a 26ª conferência do clima da ONU, a COP26. Serão 12 dias de intensos debates e negociações determinantes para o futuro do planeta.

Governos de quase 200 países estarão ao lado de integrantes de diversas áreas da ciência, da economia e da sociedade para analisar o que foi feito globalmente para conter as mudanças climáticas, desde o Acordo de Paris, em 2015, além de revisar os mecanismos de atuação e traçar novas – e urgentes – ações para os próximos anos. 

Para ter um panorama das questões mais aguardadas do encontro mundial, 18 especialistas e lideranças compartilharam com EXAME as suas maiores expectativas:

Carlo Pereira, diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONUFellipe Abreu/Divulgação

“Espero que o governo brasileiro apresente compromissos sólidos. Já há algumas críticas ao que foi apresentado, mas aguardo algo novo e mais completo. Outra expectativa é que mais empresas assumam metas efetivas, consistentes e ambiciosas. A sociedade civil também vai levantar temas importantes, como as queimadas, da mesma forma que a academia, que tem feito grandes estudos. Apesar de a COP26 ser um espaço de negociação, como o secretário-geral António Guterres sempre diz, a negociação já foi, agora é hora de todo mundo mostrar a que veio. A gente tem visto que as coisas estão acontecendo, como o Summit liderado pelo Biden e a China avisando que não vai financiar usinas a carvão, mas esperamos ainda mais. E temos que falar sobre o Artigo 6, sobre o financiamento dessa coisa toda. É um tema muito importante. Será a grande negociação que vai ter nessa COP26, além da criação de um novo mecanismo de mercado para o carbono. São todas coisas objetivas. Complicadas, mas objetivas.”


Davi Bomtempo, gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI)CNI/Divulgação

“A agenda do clima é uma grande oportunidade para o Brasil, que, além das vantagens naturais, possui uma indústria comprometida com o desenvolvimento sustentável. O setor irá à COP-26 apresentar suas experiências bem-sucedidas no uso eficiente de recursos naturais e na redução de emissões. O mundo cobra do Brasil responsabilidade ambiental, e o setor privado tem interesse em se manter alinhado com os acordos internacionais. Além disso, estamos na expectativa sobre a definição das regras para o mercado global de carbono, imprescindível para o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Com regras justas e transparentes e, se bem operado, esse mecanismo propiciará novos negócios, investimentos e transferência de tecnologia para o Brasil.”


Marcos Jank, professor sênior de agronegócio no Insper e coordenador do centro Insper Agro GlobalInsper/Divulgação

“Nessa COP, veremos uma discussão muito intensa sobre os compromissos assumidos pelos países na redução de emissões. Agora, particularmente, EUA, Europa e China estão alinhados nessa tarefa. Espera-se que outros países também façam o mesmo. Nesse momento, há países muito importantes que ainda não disseram o que vão fazer, como Indonésia, Rússia, Austrália, México, Japão e Brasil. Então é fundamental que essa discussão aconteça. E ela vai produzir muito mais ambição do que foi visto desde o Acordo de Paris. Outra coisa importante é a regulamentação do mercado de carbono, que é um mercado global com imenso potencial. Fala-se que esse comércio de créditos de carbono pode atingir entre 60 e 160 bilhões de dólares e, obviamente, é muito interessante para o Brasil, já que somos uma grande potência agroambiental.”


Denise Hills, diretora de sustentabilidade de Natura & Co América LatinaRoberto Setton/Divulgação

“Os planos climáticos podem e precisam ser mais ambiciosos e a ação em torno disso deve vir de forma coletiva e global. A COP-26 é um momento-chave para chegarmos a um amplo compromisso para a descarbonização da economia. Defendemos que os mecanismos do mercado de carbono fortaleçam prioritariamente a conservação de biomas e a proteção de sua sociobiodiversidade nos termos do artigo 6 do Acordo de Paris. É preciso desenvolver mecanismos de valoração e mercado que sejam justos em relação à desigualdade das populações tradicionais e pequenos produtores, sobretudo na América Latina, além de priorizar projetos de compensação oriundos de Soluções baseadas na Natureza (NbS). A regeneração e a aceleração de modelos de negócio e investimentos que escalem a transição para uma economia da sociobiodiversidade pode ser uma das maneiras mais eficazes de enfrentar a crise climática e gerar um valor de negócios, renda e atração de investimentos. Uma oportunidade, sem dúvida, para o Brasil na agenda da COP26.”


Natalie Unterstell, presidente da Talanoa e membro do Painel de Acreditação do Green Climate FundTalanoa/Divulgação

“A COP26 é sobre ambição, ambição e ambição. O mundo todo sabe que não podemos ultrapassar os 2 graus de aquecimento até o fim do século – porém, segundo cálculo recente da ONU, as metas dos países nos levam hoje a 2.7 graus de aumento. Precisamos de muito mais compromissos políticos, até porque a transição na economia real está se dando de forma rápida. Os governos precisam refletir isso nas suas políticas. O Brasil está sem ambição: a meta (NDC) proposta pelo governo em 2020 permite que a gente chegue em 2030 com desmatamento mais alto do que hoje. Não adianta apresentar plano para implementar esse compromisso se ele nos coloca na rota errada. Quem vai querer investir nisso? Um assunto-chave das negociações é a regulamentação dos diferentes tipos de mercado de carbono, por meio do artigo 6 do Acordo de Paris. Esse é um tema bastante relevante para o Brasil, que pode tanto vir a ofertar créditos quanto ter que comprá-los, caso não cumpra suas metas”.


Guarany Osório, coordenador do Programa de Política e Economia Ambiental do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGVFGV/Divulgação

“A meu ver, um ponto que demanda solução é a regulamentação do artigo 6 do Acordo de Paris que dispõe sobre o financiamento para cooperação internacional. O artigo 6.2 refere-se ao mecanismo de mercado do tipo bottom-up (países definem regras sob orientação da ONU) e pode ajudar no desenvolvimento e na integração de mercados de carbonos regulados entre diferentes países. O artigo 6.4 versa sobre um mecanismo top-down (ONU define regras), baseado em projetos de redução de emissões que podem gerar créditos de carbono para serem transacionados entre países. Nesse debate, é importante ficar atento para o desenrolar da discussão sobre como evitar dupla contagem de emissões ou créditos transacionados. Ou seja, quem compra deduz as reduções de emissões adquiridas de sua meta e quem vende não as contabiliza em sua meta para evitar a dupla contagem.”


Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBSGermano Lüders/Exame

“A COP26 precisa observar o que o setor privado brasileiro já vem fazendo diante da crise climática e dar voz aos nossos produtores, que têm papel fundamental a desempenhar contra o aquecimento global. Já existem soluções no campo para ampliar a produção, ao mesmo tempo em que se realiza o sequestro de carbono. Temos de dar escala a essas iniciativas e investir em novas tecnologias para superar os obstáculos ainda existentes. Por isso, esse tema precisa fazer parte da conferência climática, para compartilharmos aprendizados e garantirmos que os pequenos produtores não fiquem para trás”.


Carolina Genin, diretora de Clima do WRI BrasilWRI/Divulgação

“Espero que o governo brasileiro coloque em prática ações para retomar a liderança ambiental que já exerceu em outras COPs. Caso contrário, isso terá um peso negativo sobre o país na próxima década, pois perderemos oportunidades econômicas, inclusive para setores críticos como infraestrutura e agricultura. Ao mesmo tempo, governadores, empresários e sociedade civil estão com pautas na COP26 e a expectativa é de que mostrem o comprometimento do Brasil com o enfrentamento da emergência climática, com a retomada econômica verde, justa e resiliente, e principalmente com o desmatamento zero.”


Isabel Garcia Drigo, Gerente de Clima e Emissões do ImafloraImaflora/Divulgação

“A grande expectativa da COP26 é o que faremos a partir do dia seguinte ao término da conferência para acelerar, globalmente, a transição da economia intensa de carbono que temos hoje para uma economia de baixo carbono. Precisamos delinear caminhos muito concretos para acelerar realmente esse processo. Precisamos entender, por exemplo, se vamos avançar, com regras claras, para um mercado de carbono global. Ou se os incentivos para deixar de gerar emissões de carbono por meio de combustíveis fósseis vão vir dos países que ainda usam esses recursos. É necessário um aumento na ambição dos compromissos que levarão ao desmatamento zero e das NDCs de cada país, bem como entender se teremos sistemas de monitoramento do progresso das NDCs com uma agenda de implementação. Para nós, do Brasil, devemos sair com uma maior clareza das soluções para os setores que usam a terra, principalmente o agropecuário. O setor tem a oportunidade de avançar na redução das emissões e demonstrar isso para o resto do mundo.”


<span class=”hidden”>-</span>Unilever/Divulgação

“Para a COP26, espero que três grandes resultados sejam alcançados. O mais importante é que todos os países membros se comprometam com Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) mais ambiciosas, a exemplo do Reino Unido, que antecipou o net zero para 2045. Com o crescimento de impactados pelas mudanças climáticas, é fundamental que se aprofunde o tema de adaptação para fortalecer as resiliências nas regiões mais vulneráveis. É necessário ampliar o acesso ao financiamento para a transição para uma economia de baixo carbono nos países de menor desenvolvimento relativo. A regulamentação do artigo 6, com mecanismos de mercado, estimulará a contribuição global do setor privado para o alcance das metas. Considerando as responsabilidades históricas e as emissões atuais, urge um plano de recuperação justo e resiliente, para reduzir emissões pelo uso da terra, incentivando a agricultura de baixo carbono e redução de desmatamento. Em energia, é importante e urgente interromper incentivos públicos e subsídios para fontes de energia não renováveis, para agilizar energias renováveis. Por fim, reforçar a importância das soluções baseadas na natureza, com políticas que estimulem economia regenerativa para a restauração de ecossistemas naturais degradados e revertam a perda de biodiversidade global”.


José Eli da Veiga, economista, autor e professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da USPLeonor Calasans/IEA-USP/Divulgação

“Se a China surpreender, poderá surgir algum avanço. Se não, minha expectativa é nula.”


Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)CEBDS/Divulgação

“O momento atual é de emergência climática, não há mais espaço para intenções. Chegou, definitivamente, o momento de agir. O Brasil tem um papel de liderança a exercer para conseguirmos chegar a emissões líquidas zero globalmente em 2050 e para cortarmos pela metade as emissões até 2030. O setor empresarial brasileiro tem feito a sua parte, adotando ações corporativas concretas, como o preço interno de carbono e as metas de neutralização. Assim como está liderando iniciativas de políticas climáticas públicas com instrumentos de mercado e inclusão social. A COP 26 será uma oportunidade para as empresas compartilharem esse comprometimento e reforçarem nosso engajamento mundial.”


Cristiano Teixeira, diretor-geral da KlabinKlabin/Divulgação

“A COP-26 será um momento crucial dos governos, setor privado e sociedade civil trabalharem de maneira integrada, buscando ações efetivas e acordos que beneficiem o planeta como um todo. Precisamos agir para implementarmos um robusto plano de descarbonização, que passa pelo investimento em tecnologias de baixo carbono e pela redução urgente do desmatamento ilegal, para então avançarmos em questões práticas, como a entrega de um acordo para se criar um mercado global de carbono. É fundamental potencializarmos as ações para que as mudanças climáticas ganhem cada vez mais espaço nas estratégias corporativas, engajando o máximo possível de empresas para o net zero.”


Edis Milaré, professor e consultor em Direito AmbientalDivulgação/Divulgação

“Do ponto de vista do Direito Internacional, destaco seis pontos que considero de extrema relevância para os avanços aguardados: a transparência dos relatórios a serem apresentados pelas partes; a edição de normas complementares do Rulebook do Acordo de Paris, em especial o art.6º, sobre cooperação em ações de mitigação; o cumprimento do Programa de Nairóbi sobre Adaptação aos impactos da mudança do clima; a operacionalização da Rede de Santiago sobre perdas e danos; a definição das metas de financiamento; e a periodicidade de revisão das contribuições nacionalmente determinadas (NDCs). Como existe um ‘gap’ considerável entre o conteúdo das NDCs já apresentados e aquilo que seria necessário para a redução de emissões, espero que a reunião em Glasgow propicie a criação de um ambiente de governança adequado à colaboração interestatal equitativa. No plano nacional, cada estado-parte deverá revisar a sua legislação para assegurar a implementação efetiva e acelerada de seu respectivo NDC – outro tema vital e controverso a ser tratado em Glasgow.”


Leila da Costa Ferreira, professora de Sociologia Ambiental da UnicampUnicamp/Divulgação

“É inegável que nas últimas décadas o Brasil tem tido relevância e protagonismo na área ambiental, incluindo aqui a emergência climática. Em todos os setores da sociedade houve avanços na internalização da problemática e podemos dizer que a relação política e ciência contribuiu muito para esse processo. Destaco a relevância dos cientistas brasileiros em postos internacionais e nacionais de formulação e implementação de políticas climáticas. Destaco ainda a importância da diplomacia brasileira no âmbito internacional e saliento o papel que tivemos na Conferência Rio+20 na proposição dos ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. A partir de 2019, entretanto, no atual governo, há grande ceticismo em relação ao aquecimento global e à emergência climática. Além disso, são promovidas ações contra o ambiente em casa, em consonância com os grupos ruralistas, aumentando drasticamente o desmatamento e as queimadas. Neste sentido, as expectativas para a COP26 não são animadoras e devemos pensar nas eleições de 2022, em que estaremos celebrando 50 anos de Estocolmo.” 


Ane Alencar, Diretora de Ciência do IPAMIPAM/Divulgação

“A expectativa é que a COP26 reforce o debate sobre a urgência climática, a necessidade de mais ambição dos países e repactuação das metas para evitar o pior. O Brasil deveria estar se preparando para se posicionar de forma clara e propositiva em relação à sua governança ambiental, redução expressiva do desmatamento e incentivos a boas práticas na agropecuária. Mais de 70% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa vêm da soma desses dois setores, e a recolocação do Brasil no debate do clima passa pela recuperação da confiança no controle da ilegalidade ambiental, em especial a Amazônia.”


Francine Lemos, Diretora Executiva do Sistema B BrasilCause/Divulgação

“Espero que a COP26 estimule empresas a caminharem para uma economia carbono zero, com lideranças de diversos setores trazendo metas de redução de emissões mais ousadas e efetivas. Mais do que isso, espero que o evento traga também ações práticas para que essas metas possam sair do papel. Na minha visão, isso só será possível por meio de acordos de parcerias, criação de ambientes de trocas de experiências e construção de soluções coletivas. A COP26 é uma grande vitrine e uma excelente oportunidade de reunir as melhores mentes do mundo inteiro sobre o tema”.


Tasso Azevedo, coordenador técnico do Observatório do Clima e do MapbiomasClaudio Angelo/Divulgação

“Espero que nesta COP26 sejam ampliados de forma decisiva os compromissos com a descarbonização da economia antes da metade do século, incluindo o fim do desmatamento e dos investimentos em combustíveis fósseis até 2030. Também espero ver a regulamentação do mercado de carbono no escopo do Acordo de Paris.”

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Pesquisa estuda relação entre covid-19 e antidepressivos

Uma pesquisa feita por um time multinacional de cientistas estuda a relação entre a covid-19 e medicamentos antidepressivos. Publicada no periódico científico The Lancet Global Health, a pesquisa traz uma análise sobre a fluvoxamina como um tratamento para redução de sintomas para a doença. Vale notar que os resultados não são conclusivos, nem são reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde até o momento.

O estudo foi feito com dois grupos de participantes, sendo que um deles recebeu o medicamento e outro recebeu um placebo.

Segundo os resultados do ensaio, dos 741 pacientes tratados em um cenário de emergência para covid-19 após receberem fluvoxamina, 79 precisaram de tratamento médico por mais de seis horas ou foram hospitalizados. Esse número foi mais alto no grupo que recebeu o placebo. Foram 119 dos 756 participantes do segundo grupo.

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Até o momento, esse é o maior ensaio da fluvoxamina como tratamento para a covid-19. O fármaco é usado como antidepressivo e contra o transtorno obsessivo-compulsivo. Apesar dos achados do novo estudo, ele ainda não deve ser utilizado como tratamento para a covid-19, ao menos, até que autoridades de saúde, como a OMS ou entidades nacionais, o recomendem.

“Nossos resultados são consistentes com testes anteriores menores. Dada a segurança, tolerabilidade, facilidade de uso, baixo custo e ampla disponibilidade da fluvoxamina, esses achados podem ter uma influência importante nas diretrizes nacionais e internacionais sobre o manejo clínico de covid-19”, afirma Gilmar Reis, baseado em Belo Horizonte, um dos principais pesquisadores envolvidos no estudo.

Apesar de ser a maior do seu tipo, a pesquisa não é conclusiva, mas soma-se ao corpo de estudos a respeito de potenciais tratamentos para a covid-19. O estudo tem limitações como a falta de análise a respeito do uso do medicamento de forma intercambiável e os riscos ou benefícios do uso do remédio junto a outros tratamentos.

Os pesquisadores também alertam que o uso de medicamentos para prevenir sintomas graves da doença é “criticamente dependente da identificação confiável de indivíduos com maior risco de deterioração nos estágios iniciais da infecção por covid-19”.

“Apesar das descobertas importantes do ensaio Together, algumas questões relacionadas à eficácia e segurança da fluvoxamina para pacientes com covid -19 permanecem abertos. A resposta definitiva sobre os efeitos da fluvoxamina em desfechos individuais, como mortalidade e hospitalizações, ainda precisa ser abordada. Resta determinar se a fluvoxamina tem um efeito aditivo a outras terapias, como anticorpos monoclonais e budesonida, e qual é o esquema terapêutico ideal da fluvoxamina. Finalmente, ainda não está claro se os resultados do ensaio Together se estendem a outras populações de pacientes ambulatoriais com covid-19, incluindo aqueles sem fatores de risco para progressão da doença”, diz, em nota no estudo, Otavio Berwanger, pesquisador da Organização de Pesquisa Acadêmica do Hospital Israelita Albert Einstein.

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