Entrevista: “A alimentação tem papel importante na recuperação pós-Covid”

A médica Maria de Lourdes Teixeira da Silva sabe bem como fica o corpo depois da Covid-19. No ano passado, precisou de 15 dias de internação para lidar com a forma grave da doença, mas levou alguns meses para superar totalmente o quadro, hoje chamado de pós-Covid.

“Me recuperei devagarzinho, mas tive muita sensação de fadiga e uma queda de cabelo horrível”, relembra a diretora do GANEP Nutrição Humana. Ela não está sozinha: estudos revelam que uma em cada três pessoas que contraem o coronavírus podem apresentar alguma queixa a longo prazo.

Em um bate-papo com VEJA SAÚDE, Maria de Lourdes conta como a alimentação pode auxiliar quem está nesse processo. Confira!

VEJA SAÚDE: Qual é o papel da alimentação na recuperação da Covid-19?

Maria de Lourdes: A alimentação tem um papel importante para esses pacientes. Em primeiro lugar, é sempre uma oportunidade para corrigir hábitos alimentares. Muitos já não comiam corretamente, e sabemos que a obesidade aumenta o risco de quadros mais graves de Covid-19, que, por sua vez, estão associados a possíveis complicações de longo prazo. Então, é uma chance de colocar a casa em ordem.

Além disso, essa é uma doença que pode trazer perdas importantes de nutrientes e de massa muscular. Então, todos os indivíduos devem ser orientados a buscar uma alimentação saudável e fazer ajustes individuais, baseados nos acometimentos que tiveram.

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Quais são os principais ajustes a serem feitos?

Varia muito conforme o grau de severidade da infecção. Para quem teve formas leves, ao invés de focar em nutrientes específicos, prefiro falar em padrão alimentar saudável. Essa é a base para tudo, e a necessidade de suplementação deve ser avaliada individualmente.

Pessoas que perderam muito músculo deverão aumentar o aporte de proteínas, até com suplementos, se for o caso. Indivíduos internados por longos períodos, que desenvolveram feridas na pele, podem adicionar alimentos com propriedades cicatrizantes, com nutrientes como vitamina C, zinco, ômega 3 e arginina.

Quem teve o paladar afetado pode treinar esse sentido com alimentos picantes. E, de maneira geral, todos se beneficiam de uma boa hidratação e de consumo adequado de fibras, uma vez que os remédios que costumam acompanhar a internação podem desequilibrar a microbiota intestinal.

E que padrão alimentar saudável é esse?

A conhecida dieta mediterrânea, que inclui itens com propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antitrombóticas. É um cardápio composto por alimentos naturais: frutas, legumes, verduras frescas, boas gorduras, em especial do azeite de oliva, peixes, grãos integrais, laticínios e ovos.

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Diversos estudos já demonstraram que pessoas que adotam esse padrão têm menos infartos e outras doenças cardíacas, além de menor risco de desenvolver distúrbios neurodegenerativas e outros problemas. Pesquisadores também defendem que ela pode ajudar na recuperação da Covid, o que faz sentido, considerando suas vantagens.

E quando é necessário usar suplementos nutricionais?

Em geral, os pacientes que ficaram internados devem garantir o consumo adequado de proteínas para repor a massa muscular perdida. Alguns chegam a perder mais de 10 quilos no período de hospitalização, e não dá para apenas comer mais por conta própria sem levar em consideração o teor nutricional do cardápio.

Se as boas fontes proteicas não fizerem parte do hábito alimentar desses pacientes, pode ser necessário suplementar. Vale dizer que a alimentação e suplementação não resolvem o problema sozinhas: é preciso realizar um trabalho de fisioterapia e reabilitação física para recuperar os músculos.

Em casos mais severos da doença, também pode haver desnutrição e, nesse caso, é importante repor vitaminas e minerais. Mas é preciso que isso seja feito com a orientação do nutricionista, e conhecendo as deficiências daquela pessoa em específico.

+ Será que você anda desnutrido? Veja os sinais da condição e como resolver

Como foi a sua experiência com a fase aguda da doença e com o pós-Covid?

Eu tive que ficar internada por conta da baixa saturação de oxigênio no sangue, cheguei a ter 75% [o ideal é acima de 95%]. Fiquei 15 dias hospitalizada, dependendo de oxigênio, mas sem precisar entubar. É o que chamamos de forma grave, mas não crítica, porque não precisei de UTI.

Foi difícil, era início da pandemia, todos tinham medo de se aproximar. É uma doença muito solitária, você fica sozinho e não sabe o que vai acontecer. Você tem medo de morrer e acha que a qualquer momento pode piorar.

Depois, eu me recuperei e fui retomando devagarzinho as atividades. Mas tive muito essa sensação de fadiga, que é amplamente descrita, além de  uma queda de cabelo horrível. Cheguei a perder metade dos fios, e isso começou dois, três meses depois da alta.

É interessante falar que tem pessoas que apresentam sequelas pós-Covid, mas não relacionam com a doença, porque os sintomas demoram um pouco para aparecer. Mas é importante estar atento e buscar ajuda.

Uma dieta no estilo da mediterrânea, com peixes, vegetais, oleaginosas e azeite, pode auxiliar no pós-Covid.Foto: Alex Silva/A2 Estúdio

O que se sabe sobre complicações gastrointestinais do pós-Covid?

O coronavírus se liga nas células que revestem as paredes do intestino, causando uma grande confusão local, e também no fígado. Em especial na fase aguda, as pessoas podem ter náusea, diarreia e outros problemas, antes mesmo dos sintomas respiratórios surgirem.

Quem está nesse grupo provavelmente já teve algum grau de desnutrição logo de cara, ainda que com a forma leve da doença, por conta da dificuldade em manter a alimentação.

E alguns ficam com sequelas das alterações, podendo apresentar diarreia, náusea e intestino preso meses depois. Não são as repercussões mais comuns, vale dizer.

E também pode acontecer de indivíduos que já apresentavam quadros do tipo terem seus sintomas exacerbados. Nesses casos, além das fibras, o consumo de probióticos pode ser uma alternativa interessante.

Então, a desnutrição vem desses problemas na fase aguda?

Sim, não só por comer menos, mas pela maior necessidade calórica.

Quando você tem uma doença infecciosa, o corpo entra num estado de catabolismo ou hipermetabolismo [ou seja, aumenta seu consumo de energia para combater o inimigo], então precisamos de mais calorias, o que acelera o processo de desnutrição. Quanto mais grave a doença, e mais tempo na UTI, maior o risco.

Um padrão alimentar considerado não saudável (rico em ultraprocessados, gorduras saturadas e açúcar) pode atrapalhar?

Pode, porque ele não contempla o que o doente precisa. Nessa fase, a microbiota deve ser recuperada, a massa muscular restabelecida e por aí vai. Isso demanda um aporte adequado de fibras, proteínas e vitaminas, como dissemos.

Um cardápio desequilibrado, baseado em fast-food, tem menos desses nutrientes, então pode atrasar a recuperação. Não é que ele não vai se recuperar, só vai demorar mais para que isso aconteça.

Quem deve procurar um nutricionista depois da Covid-19?

Muitos já saem do hospital com uma orientação feita pela instituição. Agora, casos que não exigiram internação, mas que deixam essa sensação de estar debilitado, exigem orientação específica. Para os casos leves, a dica é seguir um padrão alimentar saudável mesmo e, se não conseguir realizar essas mudanças, será necessário suplementar. Daí também há necessidade de buscar ajuda.

Em geral, todos podem aproveitar esse momento para recuperar o que foi perdido em anos de padrão alimentar ruim. Na verdade, a atenção ao cardápio teria sido importante antes mesmo de se infectar. Se tivéssemos cuidado melhor disso durante os períodos de isolamento social, teríamos impedido muito ganho de peso na pandemia, que acabou por piorar a saúde das pessoas.

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SLC Agrícola tem terras avaliadas em R$ 6,94 bilhões, 75,2% acima de 2020 – Forbes Brasil

Roberto Samora/Reuters

O valor atual do hectare médio agricultável de propriedade da SLC Agrícola corresponde a R$ 35.693

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos do Brasil, informou hoje (31) que as terras de propriedade da companhia foram avaliadas em R$ 6,94 bilhões neste ano, salto de 75,2% em relação a 2020.

O resultado valida a tese da empresa de que seria positivo o retorno obtido com investimento em terras no Brasil.

LEIA MAIS: SLC tem produtividade recorde na soja e dobra lucro no 2º trimestre

De acordo com avaliação conduzida pela consultoria Deloitte Touche Tohmatsu, o valor atual do hectare médio agricultável de propriedade da SLC Agrícola corresponde a R$ 35.693.

As avaliações, acrescentou a SLC, consideram apenas a terra nua, não contemplando prédios, instalações, benfeitorias e maquinário. (Com Reuters)

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Ibovespa fecha em baixa e desvaloriza 2,7% em agosto – Forbes Brasil

O Ibovespa fechou hoje em baixa de 0,80%, a 118.781 pontos, acumulando perda de 2,76% no mês de agosto e 0,48% em 2021. As quedas nas ações de siderúrgicas e da Petrobras, companhias que têm peso significativo na carteira teórica do índice, puxaram a Bolsa brasileira para baixo, além dos ruídos políticos em torno das negociações do Orçamento de 2022, cujo projeto foi apresentado nesta terça pelo governo ao Congresso.

As ações da CSN (CSNA3), Vale (VALE3) e Usiminas (USIM5) recuaram 4,99%, 1,80% e 0,80%, respectivamente, após os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de commodities de Dalian fecharem em queda de 5%. Já no caso da Petrobras (PETR4 e PETR3), que teve baixas de 3,60% e 2,30%, as declarações do presidente Jair Bolsonaro de que o governo irá “trabalhar na questão do preço dos combustíveis” repercutiram mal no mercado. Em fevereiro, a alta dos preços levou à substituição do então presidente da estatal, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna.

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Na agenda macroeconômica, o IBGE informou que a taxa de desemprego chegou a 14,1% no trimestre até junho, queda em relação à taxa de 14,7% vista no primeiro trimestre, mas ainda acima dos 13,3% no mesmo período de 2020. O resultado veio melhor que o esperado – a mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 14,4% no período. “As condições do mercado de trabalho devem continuar em uma tendência de recuperação gradual. A maior mobilidade, o aumento da confiança das empresas e a retomada de serviços prestados às famílias são os principais motores por trás dessa perspectiva”, disse em nota o economista da XP, Rodolfo Margato, citando, entretanto, os riscos das pressões inflacionárias e da crise hídrica.

O destaque positivo da sessão foi a Braskem (BRKM5), que teve alta 5,60%, renovando máximas históricas, em meio a expectativas relacionadas à movimentação de seus controladores (Novonor e Petrobras), que buscam vender suas respectivas participações na petroquímica.

Em Wall Street, os índices também fecharam em baixa, mas acumularam ganhos em agosto após atingirem máximas recordes ao longo do mês. O Dow Jones caiu 0,11%, a 35.360 pontos; o S&P 500 recuou 0,13%, a 4.522 pontos; e o Nasdaq teve queda de 0,04%, a 15.259 pontos. A variante Delta segue preocupando os investidores, que temem por uma queda no consumo se novas medidas restritivas forem impostas para conter a pandemia.

O dólar fechou o dia em queda de 0,37%, a R$ 5,1697 na venda, encerrando o mês com baixa moderada após semanas de intensa volatilidade ditada, sobretudo, por problemas político-fiscais domésticos. A cotação acumulou queda de 0,69% em agosto, depois de chegar a subir 4,13% até o dia 19, quando fechou acima de R$ 5,42. Em 2021, a moeda norte-americana recuou 0,37% ante o real.

Nesta terça, a fraqueza do dólar no exterior se estendeu às operações locais, mas o mercado deixou as mínimas intradiárias após a definição da Ptax de fim de mês, por volta de 13h. (Com Reuters)

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50% das empresas querem fazer fusões ou aquisições nos próximos 12 meses

Operações de fusões e aquisições são vistas como promissoras por 86% dos empreendedores e executivos de empresas brasileiras, sendo que 50,5% pretendem realizar alguma transação nos próximos 12 meses.

É o que mostra a pesquisa “ABES/BR Angels/Solstic Advisors: percepções sobre fusões e aquisições no atual cenário do mercado brasileiro”, realizada em parceria pela Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES), o BR Angels Smart Network, associação nacional de investimento-anjo composta por mais de 150 empreendedores e CEOS, e a Solstic Advisors, empresa especializada em operações de M&A (Mergers & Acquisitions, traduzido do inglês: fusões e aquisições) e em captação de recursos.

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Orlando Cintra, fundador e CEO do BR Angels, acredita que as startups têm muito a ganhar com o aumento das fusões e aquisições no país. Para ele, são ótimas oportunidades para os novos empreendedores escalarem seus negócios rapidamente com outras empresas já consolidadas em seus segmentos.

Entre os executivos entrevistados, 13,3% afirmaram ter participado de fusões ou aquisições nos últimos dois anos. Destes, 50% realizaram transações no mercado de TI, enquanto 14,3% escolheram o varejo e outros 14,3% o setor financeiro.

“Nosso levantamento mostra uma aceleração do M&A após a pandemia, o que traz um cenário promissor especialmente às startups e negócios que tragam soluções inovadoras e complementares em diversos mercados”, explica Cintra.

O estudo, realizado em julho de 2021  com 105 executivos de alto escalão, revela que os setores que mais devem anunciar fusões ou aquisições nos próximos meses são tecnologia (66%), e-commerce (5,7%) e logística (5,7%). A maior parte dos entrevistados (35,8%) pretende investir entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões neste tipo de operação.

“As baixas taxas de juros mundo afora e a alta liquidez oferecida por bancos centrais impulsionaram as bolsas de valores e aqueceram o cenário de fusões e aquisições, especialmente em 2020. Essa tendência se mantém”, comenta Flávio Batel, sócio-fundador e CEO da Solctic Advisors.

E mais: de acordo com o estudo, os esforços voltados a fusões e aquisições devem ganhar destaque ao longo dos próximos 24 meses. Para isso, 23,8% dos entrevistados pretendem implementar um programa de Corporate Venture para investir ou adquirir negócios externos iniciantes.

No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer. Hoje, a maioria das empresas participantes do estudo (75,2%) não tem uma área de M&A estruturada. Dos 24,8% que dispõem de uma área voltada para esse fim, 10,5% contam com um departamento externo, apenas 7,6% detém a estrutura internamente e só 2,9% tem uma estrutura dedicada a Corporate Venture. 

Tecnologia em alta

Com a aceleração da transformação digital como um dos impactos da pandemia, 81,9% dos entrevistados afirmaram ter feito algum movimento no intuito de adequar seus negócios à nova realidade, o que poderá fortalecer o cenário para fusões e aquisições especialmente no setor de TI. O estudo mostrou que 50,6% aumentaram investimentos no setor de TI. Destes, 85,1% investiram em softwares, como SaaS e Cloud, além de compra de hardwares e equipamentos (40,2%) e serviços como manutenção e instalação (39,1%).

 “Se aproximar de negócios de tecnologia acabou se tornando duplamente vantajoso nesse cenário. Primeiro, pelo momento promissor do segmento diante da transformação digital. Segundo, para suprir a própria necessidade de contar com esses recursos em casa. Esses são alguns dos motivos que devem contribuir para vermos mais operações de M&A no mercado de tecnologia nos próximos meses”, completa Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

 Na hora de realizar uma transação de M&A, a maioria dos entrevistados (63,8%) avalia o modelo de negócio da empresa a ser investida ou adquirida. Também são analisados quesitos como escalabilidade (52,4%), inovação (50,5%), saúde financeira (43,8%), equipe e liderança (41%), valuation (33,3%), cultura organizacional (27,6%) e governança (25,7%). 

 Já entre os motivos que os levam a considerar a operação, em primeiro lugar aparece a possibilidade de aumentar o market share  (42,9%). Pesam na decisão ainda a incorporação de tecnologias (35,7%), a aceleração da transformação digital (21,4%), a inclusão de talentos (21,4%), a entrada em novos mercados e segmentos (21,4) e o ganho de competitividade (14,3%).

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Após China limitar crianças em jogos, empresas temem impacto na receita

Jovens gamers chineses foram às redes sociais expressar revolta com novas regras que limitam o seu tempo em jogos para apenas três horas por semana, enquanto investidores se preocupam com o impacto de longo prazo à indústria.

As autoridades argumentaram que as restrições são necessárias para conter o vício em games que está cada vez maior, e um jornal oficial do Partido Comunista afirmou que o governo teve que ser “implacável” porque games online prejudicam a vida normal de estudos e a saúde mental dos adolescentes.

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Star+ chega tendo o esporte como protagonista em estratégia audaciosa

O streaming chegou e, à fórceps, tem mudado o jeito das pessoas consumirem conteúdo. A tv, inclusive a cabo, seguem firmes, mas é inegável que as tenções estão divididas. É nesse contexto que chega hoje ao mercado a Star+. A Disney chega jogando como gente grande e, nesse aspecto, pensando em esportes, foco desse espaço, cresceu e é possível dizer, alcança novo patamar.

A área de esportiva vai de Libertadores aos principais campeonatos europeus de futebol masculino. Futebol feminino também está privilegiado. Ainda tem NBA, NFL, MMA, ciclismo e surfe.

Para entender a estratégia que envolve o conteúdo esportivo no novo Star+, conversamos com Carlos Maluf (Head de Esportes da Disney no Brasil) e o Cristiano Lima, (Head de Conteúdo da Disney no Brasil). Importante alerta: área esportiva não pensa que basta. O futebol brasileiro é mencionado e os desdobramentos da Lei do Mandante serão fundamentais para clarear os próximos passos.

Lidamos com uma sociedade em reeducação diante da relação de consumo de conteúdo, deixando de ter apenas TV para o universo das plataformas. A Star+ vem sabedora disso e planeja uma estratégia de trânsito entre Tv e App?

Lima: A Disney lança a Star+ com esse pensamento e se posiciona como uma companhia com uma oferta incrível em termos de volume e qualidade. Acompanhando esse movimento, a gente faz esse trabalho de transição. Agora, importante frisar que os canais de Tv ainda são extremamente importantes, porque estamos falando de uma questão geracional, principalmente para esportes também.

A gente quer oferecer o melhor conteúdo e entregar para as pessoas consumirem da forma que elas entenderem ser melhor, respeitando essa curva de aprendizado para novas plataformas. A gente entra no mercado já um pouco avançado nesse sentido. Mesmo existindo uma tarefa ainda longa pra todos nós da indústria, sem dúvida nenhuma a gente entendeu esse movimento.

A ESPN foi inclusive percursora no Brasil com o WatchESPN, as pessoas começaram a se acostumar a acompanhar esporte por aplicativo. Vocês se sentem na frente no segmento esportivo?

Maluf: Claro que tem a questão de nomenclatura e plataforma, mas, sem dúvida, a ESPN está à frente e, como conteúdo, chegamos com artilharia pesada. Apenas sobre esportes, teremos quatro canais sendo exibidos em TV, sendo que o ESPN vai ser inteiro linear. Além disso, mais sessenta sinais para acompanhar sem produção. Só no futebol, temos Inglês, Italiano, Espanhol, Francês, Português, Holandês, Belga, Mexicano, Argentino. Podemos colocar quatro ou cinco jogos de um só campeonato, simultaneamente, entre tv e plataforma. Coordenando todos os jogos, teremos no mínimo setenta jogos dessas ligas ocorrendo no mesmo final de semana. Isso é, é uma olimpíada por dia que a Globo fez. Isso sem contar NBA, NFL, Rugby. Ciclismo…

Pensando como conteúdo, ESPN atualmente é mais entretenimento do que jornalismo. Isso não é uma crítica, mas constatação. Isso conversa muito com o perfil Disney. Retratar o esporte e levar esse conteúdo para as pessoas como entretenimento também é uma forma de convergência de público…

Lima: Um dos formatos de venda do Star+ é em combo com o Disney+. Isso já é entretenimento para toda família. Teremos um volume imenso de conteúdo de esportes, séries, filmes…, essa combinação permitirá que falemos com toda a família. Além disso, todos os eventos ao vivo vão para o VOD direto, respeitando os direitos existentes. A gente acompanha a audiência e um Real x Barça um VT até uma semana depois do ao vivo dá audiência.  Essa liberdade, democracia de conteúdo. Participar do conteúdo porque no fundo também a ver com inserção social. No dia seguinte, as conversas são sobre os eventos que todos assistiram.

Antes a informação e o conteúdo eram centralizados, agora as pessoas recebem informações, fotos e vídeos por WhatsApp. Como que vocês olham para essa capacidade de engajamento e repercussão com e entre as pessoas?

Maluf: Humildemente a gente vem aprendendo ao longo do tempo. É notório que a Disney tem uma capacidade de gerar essa experiência, de virar memória. O que a gente quer é oferecer a melhor tecnologia com um preço competitivo. Essa experiência de navegabilidade e principalmente de produto são fundamentais. Essa jornada precisa ser completa e democrática, permeando o cotidiano das pessoas. Quando você percebe que a marca te ouve, ela entrega melhor, porque no fundo a gente aprende todos os dias. Certamente muito do que a gente está falando aqui a gente vai provar, tentar, pensar e vão surgir novas coisas e a gente vai precisar inovar.

Como o amplo conteúdo Disney pode ser consumido transcendendo canais segmentados? Não apenas como publicidade de conteúdo em canais distintos do grupo, mas como conteúdo…

Lima: Lembro do que a Marvel fez com a ESPN na NBA meses atrás (Nota: em maio/21, um jogo da NBA foi brilhanemtente usado para ativar os personagens dos estúdios Marvel, propriedade do grupo Disney desde a compra da Fox. Na partida, elementos Marvel foram inseridos com tecnologia 3D no contexto do jogo). A gente contar as histórias dos esportistas, isso é entretenimento que pode transcender canais esportivos. O Michael Jordan tem um documentário contando a história dele, que aumenta ainda mais o conhecimento sobre ele e gera uma incrível experiência a usuário.

A ESPN tem um cenário muito competitivo atualmente de mídias esportivas. A emissora, por tanto tempo referência dos mais diversos conteúdos esportivos, trabalha pra voltar a ser como espaço de discussão e conteúdo?

Maluf: Desde a época da fusão a gente ficou gigante e pôde pegar o melhor de cada. Nossos direitos esportivos ampliaram e a gente passou a ter musculatura de ir atrás de coisas nunca inimagináveis como uma Copa América exclusiva pra tv a cabo. A gente começou a competir como gente grande. Contratamos o melhor escritório de cenografia norte-americano para reformar nossos estúdios com qualidade internacional. A gente vai continuar sendo referência de credibilidade com qualidade, com a informação precisa e agora com alto nível de imagem, sem deixar de lado outros esportes além do futebol, como a gente sempre foi e é visto. Não quer dizer que a gente não olhe para o futebol brasileiro. Com a lei atual se estabilizando, vamos analisar.  Mas hoje nos vemos na frente nessa competição da mídia esportiva em vários aspectos. E o lançamento do Star+ com ESPN mostra o quanto estaremos ainda mais competitivos.

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Quer sair do Burger King sem pagar? Saiba como é possível

Se você é um fã do Burger King – ou apenas um “promonauta” voraz -, vai adorar essa novidade. Nesta semana, o Burger King lançou uma nova campanha que convida os clientes a saírem de suas lojas sem pagar. Como? Com o aplicativo Clube BK, o primeiro programa de fidelidade de uma rede de fast-food no Brasil. Com o app, os clientes acumulam pontos a cada compra e podem trocá-los por recompensas, que vão de combos com desconto a itens gratuitos.

“Essa campanha chega para reforçar e engajar ainda mais nossos fãs com um relacionamento muito mais personalizado e próximo. Com conteúdo audacioso e divertido, convidamos os consumidores a fazerem parte do Clube BK e usufruir das suas vantagens”, explica Juliana Cury, Diretora de Marketing da BK Brasil, máster franqueada das marcas Burger King e Popeyes no país.

Divulgado agora com uma campanha assinada pela DAVID, o Clube BK já existe desde fevereiro. Até agora, já são mais de 1,5 milhão de clientes cadastrados, que acumulam 1 ponto a cada R$ 1 real gasto nos canais digitais, como app e totens, ou informando o CPF em lojas participantes.

Para resgatar os prêmios, os consumidores podem consultar as lojas participantes diretamente no aplicativo, escolher seu produto e gerar um QR Code, que deverá ser apresentado ao atendente ou nos totens de autoatendimento. O programa está disponível em todo território nacional, para Android, IOS e integrado com todos os canais digitais do BK (app, totens de autoatendimento e delivery próprio), além das lojas físicas.

Praticamente todos os produtos e combos do cardápio do BK estão disponíveis como recompensas do Clube. Um kit com dois sachês de maionese ou uma casquinha comum saem por 30 pontos, enquanto a casquinha recheada custa 45 pontos. Já os combos com sanduíche, batata frita e refrigerante são mais caros: o do Big King custa 320 pontos e do Cheeseburger Duplo Bacon sai por 350. Também é possível fazer o resgate das recompensas combinando pontos com uma quantia em dinheiro.

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Google investirá € 1 bilhão na computação em nuvem e em energias verdes

A gigante americana Google vai investir 1 bilhão de euros (1,18 bilhão de dólares) na Alemanha em infraestruturas de computação em nuvem para armazenar dados e na energia renovável necessária para que funcione.

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“Na Alemanha (…), até 2030, os investimentos em infraestrutura digital e energia limpa chegarão a 1 bilhão de euros”, anunciou o grupo em comunicado nesta terça-feira.

A gigante quer expandir seu centro de nuvem localizado em Hanau, na região de Frankfurt (oeste), que já possui 10.000 m2.

O Google também quer criar uma nova unidade de armazenamento de dados em Brandenburg, a região ao redor de Berlim.

O grupo investirá na Alemanha em infraestruturas de energias renováveis “solar e eólica” para alimentar 80% da sua exploração.

“É um passo importante para alcançar nossa meta de descarbonização até 2030”, disse.
Para isso, fará parceria com a subsidiária alemã do grupo francês Engie, que entregará um total de “140 megawatts” de energia verde.

O armazenamento de dados digitais usando essas nuvens é altamente criticado, especialmente porque consome grande quantidade de energia. O governo alemão saudou a decisão do Google, um “sinal forte” de acordo com o ministro da Economia, Peter Altmaier.

Por enquanto, a gigante digital possui quatro fábricas na Alemanha (Berlim, Frankfurt, Hamburgo e Munique) e emprega 2.500 pessoas.

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Sul América faz proposta para comprar Grupo HB Saúde por R$ 485 milhões

Yuichiro Chino/GettyImages

O Grupo HB Saúde possui cerca de 129 mil beneficiários de planos de saúde e 25 mil de planos odontológicos

A Sul América apresentou uma proposta vinculante não solicitada para a aquisição de até 100% do capital do Grupo HB Saúde por R$ 485 milhões, segundo fato relevante da companhia enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na noite de ontem (30).

O Grupo HB Saúde possui uma carteira de cerca de 129 mil beneficiários de planos de saúde e 25 mil beneficiários de planos odontológicos. Em 2020, registrou receitas de aproximadamente R$ 300 milhões, segundo o comunicado da Sul América.

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O grupo é constituído por uma operadora de saúde, um hospital, oito unidades ambulatoriais, uma clínica infantil, centros clínicos e de diagnóstico, espaços de medicina preventiva, ocupacional e centro oncológico, localizados principalmente em São José do Rio Preto (SP) e Mirassol (SP).

A transação, segundo a Sul América, está condicionada à aprovação dos acionistas da HB Saúde em assembleia-geral extraordinária e a consequente alienação por acionistas detentores de, pelo menos, 50% mais uma ação do capital votante e total da companhia.

Também depende, após a conclusão da auditoria habitual para esse tipo de operação, da celebração de contrato de compra e venda que conterá, dentre outras disposições pertinentes, determinadas condições precedentes usuais, incluindo a necessidade de aprovação prévia dos órgãos reguladores. (com Reuters)

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Unidas compra empresa de rastreamento

A locadora de veículos Unidas (LCAM3) anunciou nesta terça-feira, 31, a aquisição da empresa de rastreamento Getrak (Nexcorp) por meio de sua subsidiária Agile.

O pagamento será feito em dinheiro e em entrega de ações da Agile. Os valores envolvidos na operação não foram revelados.

Presente em todos os estados do país, a Getrak tem 786.000 assinaturas e 830 clientes. Segundo a Unidas, a aquisição “tem a finalidade de internalizar o desenvolvimento e ampliar a disponibilidade de tecnologias que garantam mais previsibilidade, segurança, eficiência e conforto aos clientes”.

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