EXCLUSIVO: De Mato Grosso a São Paulo, Leandro Pinto, o “rei do ovo”, quer transportar sua produção por ferrovia – Forbes Brasil

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Leandro Pinto, fundador do Grupo Mantiqueira, diz que a ideia é trocar a carreta pelo trem

Entre o município de Rondonópolis, no coração de Mato Grosso, até Sumaré, próximo à capital paulista, são 1.200 quilômetros de estrada. No trecho mato-grossense, a rodovia ainda é de pista simples e nem sempre lisa e sinalizada. Se trafegar nessas condições já é uma aventura de automóvel, de carreta que pesa toneladas torna-se uma epopeia diária. É por ela que até a manhã de hoje (30) a totalidade da produção de ovos da granja do centro-oeste do Grupo Mantiqueira, o maior produtor do país, chegava aos maiores polos consumidores capitaneados pela grande São Paulo.

Mas, a partir de agora, os caminhões começam a dar lugar ao trem: os ovos, que foram embarcados nesta manhã chegam no dia 5 de agosto em São Paulo. No transporte de ovos refrigerados, ou seja, frescos para irem à mesa do consumidor, o fato é inédito no Brasil e mostra que a logística tem espaços para ser modernizada e amplamente sustentável. “Vamos começar com 15 contêineres de ovos na primeira fase, nos próximos 30 dias, ou no máximo 60 dias, para validar o projeto”, disse Leandro Pinto, 53 anos, dono do Grupo Mantiqueira, em uma conversa exclusiva com a Forbes.

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Leandro é um visionário que desde 1987 aposta no mercado dessa proteína animal com uma certa obstinação. Tem história para contar, porque saiu do zero e com dívidas para começar o negócio de criação de galinhas poedeiras, até transformar suas granjas no “império do ovo”. Hoje, ele é dono de cerca de 12 milhões de galinhas. Em Mato Grosso, para onde Leandro foi em 2008, estão 6,4 milhões de aves, das quais 5,2 milhões são galinhas poedeiras que botam 3,7 milhões diariamente. Está entre as maiores granjas do mundo. No final de um ano são 1,350 bilhão de ovos.

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Política de sustentabilidade das granjas da Mantiqueira vai da postura ao transporte

O executivo também acaba de construir o que vem sendo chamado de granja 4.0, na qual as galinhas são criadas com um espaço livre para ciscar e não mais em gaiolas totalmente presas. O transporte ferroviário é mais uma ousadia que começou a ser planejada há dois anos. “As conversas começaram com a Rumo, porque a gente já utiliza a ferrovia para transportar grãos para as granjas do sudeste”, afirma Leandro.

A Rumo Logística, do Grupo Cosan que pertence ao mega empresário do setor de bioenergia, Rubens Ometto, opera 12 terminais de transbordo, seis terminais portuários e administra cerca de 14 mil quilômetros de ferrovias nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Mas, para atender ao Grupo Mantiqueira, esse gigantismo não bastava: o projeto esbarrava nos contêineres, que precisam ser refrigerados. Em cada contêiner cabem 335 mil ovos, significando que o teste ferroviário será com 5 milhões de ovos nas 15 cargas previstas. Vale registrar que no mundo todo o trem leva a imagem de modal com grande sustentabilidade por emitir menos CO2 que o rodoviário.

Leandro põe fé na ferrovia porque a engrenagem logística vai encontrando seus encaixes. Para o projeto que ganhou estrada hoje, embora o embarque seja feito em Rondonópolis, a granja do Grupo Mantiqueira fica em Primavera do Leste, a 130 quilômetros, o que significa cerca de três horas de estrada. Um projeto da Rumo pode encurtar esse caminho para zero. Uma malha ferroviária em Mato Grosso, de 600 quilômetros, vai sair de Rondonópolis e chegar a Nova Mutum, sendo Primavera do Leste uma possível parada. Está em negociação a construção de um terminal no município, que é um dos maiores produtores de grãos do estado, finalidade maior do transporte por trilhos – o ovo pega uma carona providencial.

Não por acaso, embora as contas venham sendo feitas, Leandro afirma que já está no lucro se o custo do transporte ferroviário empatar com o custo do terreste. “A ferrovia é um transporte sustentável, limpo”, diz ele. Hoje, o custo para transportar uma caixa com 30 dúzias de ovos sai por R$ 8 nas carretas. A conta do executivo, para o custo na ferrovia, está em R$ 6,50 e ele espera ver confirmada nos testes. De acordo com a Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) “um comboio de 200 vagões transporta tanto quanto 400 carretas rodoviárias e que numa distância de um quilômetro um caminhão consome 13 vezes mais energia que um trem para transportar uma tonelada de frete”. Outro ponto a favor é a pouca ou quase nenhuma mudança na atual infraestrutura da granja da Mantiqueira para atender ao transporte por trem. “A gente já tem as carretas porta-contêiner e toda a expertise, tanto para colocar o contêiner no trem como para tirar ele do trem”, afirma Leandro. “Do contêiner, vai para o nosso centro de distribuição e depois para os clientes em São Paulo e interior do estado, ou para o nosso centro em Guarulhos, para exportação”. Mas essa, a dos ovos voadores, é outra história.

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Fusão de Herman Miller e Knoll dá origem à gigante do design moderno – Forbes Brasil

Herman Miller/Divulgação

Transação de US$ 1,8 bilhão cria a MillerKnoll, comandada pela CEO da Herman Miller, Andi Owen

A fusão de duas importantes representantes do mercado do design, as norte-americanas Herman Miller e Koll, acaba de criar uma gigante do setor: a MillerKnoll. Depois de alguns meses, a transação de US$ 1,8 bilhão foi finalizada em 19 de julho, resultando em uma empresa conjugada que será comandada pela própria presidente e CEO da Herman Miller, Andi Owen.

Antes já estabelecidas como pioneiras no segmento, as duas companhias querem, juntas, transformar e redefinir o design moderno. “Nosso setor e o mundo em geral estão mudando rapidamente. Design é a forma como imaginamos e moldamos um futuro melhor. Ao nos unirmos, vamos definir e liderar essa transformação, assim como já vivenciamos outras transformações em nossa história”, afirmou Andi.

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Agora com um portfólio mais extenso, o negócio se beneficia de alcance e capacidade maiores para atender aos clientes em toda a categoria de móveis por contrato, segmento de comércio residencial e público de varejo. Ao todo, são 19 marcas, presença em mais de 100 países, 64 showrooms e mais de 50 pontos de venda para o varejo. 

A empresa conjugada ainda quer impulsionar seu crescimento e lucratividade com uma presença em escala nos Estados Unidos e no restante do mundo. Com receita de US$ 2,47 bilhões apenas da Herman Miller em 2021, agora como MillerKnoll o potencial promete ser expressivamente maior. 

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Iogurtes da Nestlé serão envasados em garrafas de plástico reciclado pós-consumo – Forbes Brasil

AtlasStudio/Getty Images

A confecção de embalagens de PET reciclado para os iogurtes consome menos 79% energia na comparação com a PET virgem

A Nestlé anunciou que, entre julho e setembro, todos os seus pontos de vendas no país receberão iogurtes em garrafas feitas de plástico reciclado pós-consumo (conhecido como PET-PCR), um material seguro e tecnicamente aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o uso em alimentos.

Os consumidores encontrarão a embalagem nos lácteos das marcas Nesfit, Molico, Ninho, Neston e Nestlé. A iniciativa, pioneira nessa categoria de produto, foi viabilizada pela Iogurteria Nestlé por meio da DPA Brasil, joint-venture formada pela Nestlé e a cooperativa neozelandesa Fonterra.

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Uma ampla pesquisa foi realizada entre os consumidores para entender a importância da transição das garrafas para material de origem já reciclada, bem como a aceitação da apresentação final da embalagem. As garrafas são similares às produzidas com a resina de plástico PET virgem e o consumidor só consegue notar a diferença em função de uma leve alteração de cor e pelo rótulo, que indica o uso de plástico reciclado pós-consumo.

Todas as novas embalagens estarão vinculadas ao Projeto Re, criado pela Nestlé em 2019, que tem como premissa reduzir, recriar e repensar aspectos-chave das operações, além de educar e abrir o diálogo com os consumidores e apoiar o desenvolvimento da cadeia de reciclagem e economia circular. Com esses esforços, a expectativa da gigante de alimentos é que deixem de ser produzidas 87 milhões de garrafas de plástico virgem por ano.

“Seremos a primeira empresa de iogurtes a ter todas as garrafas da categoria produzidas com plástico reciclado pós-consumo, mantendo todas as características do produto e a qualidade”, diz Gabriela Guerreiro, diretora de marketing da DPA Brasil.

Hoje, cerca de 95% das embalagens da companhia no Brasil são elaboradas para serem recicladas ou reutilizadas. O compromisso global é que esse índice chegue a 100% até 2025. A confecção de embalagens de PET reciclado para os iogurtes consome menos 79% energia na comparação com a PET virgem, o que também contribui com a redução de emissões de poluentes na ordem de 71%.

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Tecnologia na PET reciclada e redução de plástico

Para chegar à solução de envase de iogurte em garrafas recicladas, e transformar PET já utilizado em PET-PCR para o consumo novamente, a DPA Brasil conta com a parceria de fornecedores especializados na tecnologia e transformação desses materiais, homologadas por meio de metodologia validada pela Anvisa em suas duas fábricas de iogurtes no Brasil, em Araras (SP) e Garanhuns (PE).

Antes disso, houve todo um processo de tramitação de questões técnicas e de segurança para o uso do plástico pós-consumo em embalagens com contato alimentício junto aos órgãos governamentais.

 

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Craque em Negócios do Esporte, Rodrigo Capelo lança “O Futebol como ele é”

Rodrigo Capelo é um dos mais brilhantes jornalistas esportivos de sua geração. Atualmente no Grupo Globo, Capelo aborda didaticamente questões que sempre foram fundamentais ao mercado esportivo e que pareciam muito distantes dos fãs e torcedores.

Capelo lança agora pela Editora Grande Área o livro “O Futebol como ele é”, em que explica a relação direta entre os negócios (nem sempre éticos que envolvem o Futebol) e o campo. Com 588 páginas, o livro conta a histórias de 13 clubes brasileiros, de 1940 ao período atual. Não espere fatos nunca contados, mas tenha certeza de que encontrará fatos conhecidos por um olhar jamais abordado anteriormente. Foram mais de cem entrevistas e centenas de balanços financeiros e reportagens consultados em pouco mais de quatro anos de trabalho.

E Capelo, acreditem, está ainda no início…

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Minada por sanções dos EUA, Huawei apresenta smartphone premium sem 5G

A gigante Hauwei anunciou na quinta-feira, 29, no momento em que ainda enfrenta as sanções aplicadas pelo governo dos EUA, os novos smartphones Huawei P50 e P50 Pro, os novos topo de linha premium da fabricante chinesa.

O mundo está mais complexo, mas dá para começar com o básico. Veja como, no Manual do Investidor 

Com destaque nas câmeras, o aparelho é equipado com sensor frontal de 13 MP e quatro câmeras traseiras com sensor principal de 50 MP, monocromático de 40 MP, ultrawide de 13 MP e telefoto periscópio de 64 MP, com zoom óptico de 3,5x.

No entanto, nenhum dos novos modelos oferecem suporte a redes móveis 5G, pois são embarcados com um chipset 4G da Qualcomm. É um sinal de que a Hauwei desenvolveu o modelo com o que estava ao alcance, já que as restrições ao comércio impostas pelo governo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, continuam a impactar a empresa.

No ano passado, Washington introduziu uma regra obrigando que fabricantes estrangeiros usando tecnologia dos EUA precisassem obter uma licença para vender semicondutores para a Huawei. Na época, Richard Yu, CEO do grupo responsável pelas vendas da Huawei, alertou que a empresa poderia ficar sem seus próprios chips Kirin de ponta, que são fabricados pela empresa taiwanesa TSMC. Agora, o cenário se concretizou em seu principal smartphone.

“A Huawei é líder global em tecnologia 5G e em tecnologia de comunicação”, disse Yu. “Por causa das quatro rodadas de restrições dos EUA nos últimos dois anos ou mais, os telefones 5G estão além do nosso alcance e temos que optar pelo 4G”.

O Huawei P50 custa a partir 695 dólares, enquanto o P50 Pro custa a partir 927 dólares. Não há previsões de venda no mercado brasileiro

Ambos os telefones P50 vêm com o novo sistema operacional da Huawei, HarmonyOS, que a empresa apresentou em resposta à decisão do Google de não licenciar mais o Android, em favor da decisão do governos dos EUA.

Huawei P50 Pro: ficha técnica

  • Tela: OLED de 6,6 polegadas, com resolução Full HD+ de 2700 x 1228 pixels, 10-bit, taxa de atualização de 120 Hz
  • Chipset: Qualcomm Snapdragon 888 (4G) e HiSilicon Kirin 9000 (5G)
  • Memória RAM: 8 GB ou 12 GB
  • Armazenamento interno: 128 GB, 256 GB ou 512 GB
  • Câmera traseira: 50 MP (Principal, f/1.8) + 40 MP (Monocromática, f/1.6) + 13 MP (ultrawide, f/2.2) + 64 MP (Telefoto periscópio, f/3.5, zoom óptico de 3,5x)
  • Câmera frontal: 13 MP (f/2.4)
  • Dimensões: 158,8 x 72,8 x 8,5 mm
  • Peso: 195 gramas
  • Bateria: 4.360 mAh com suporte a carregamento rápido de 66W e recarga sem fio de 50W
  • Extras: Bluetooth 5.2, leitor de impressão digital na tela, WiFi 6, NFC, sensor infravermelho, áudio estéreo
  • Sistema operacional: HarmonyOS 2.0
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Volkswagen lança o primeiro caminhão 100% elétrico produzido no Brasil

O papel da Volkswagen no mercado de caminhões e ônibus é mais que expressivo. Nas vendas de caminhões no Brasil, a montadora é líder no segmento. Em 2020, por exemplo, respondeu por 28,7% dos emplacamentos de caminhões, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Do total de ônibus emplacados no mesmo ano, de acordo com a mesma entidade, 23,4% saíram das fábricas da companhia de origem alemã.

Determinada a contribuir com as empresas que buscam sustentabilidade com a redução na pegada de CO2, a Volkswagen acaba de apresentar o VW e-Delivery. Trata-se do primeiro caminhão 100% elétrico totalmente desenvolvido, testado e fabricado no Brasil.

Para tirá-lo do papel, a companhia investiu 150 milhões de reais e escalou cerca de 150 engenheiros e técnicos brasileiros ao todo foram mais de 400.000 quilômetros de testes.

“O futuro chegou”, afirma Roberto Cortes, presidente e CEO da montadora. “Mais do que vender produtos ou soluções em serviços, nosso propósito é unir o transporte de pessoas e bens ao uso de energias cada vez mais renováveis e limpas.” O executivo destaca que a empresa se debruça sobre diferentes matrizes energéticas há muitos anos. “Prova disso é o pioneirismo de nossa empresa com o Volkswagen e-Delivery”, resume.

Caminhão elétrico

A novidade, com zero emissões de CO2 e outros poluentes, chega ao mercado a reboque de clientes estratégicos. Depois da Ambev, JBS e Coca-Cola resolveram adquirir o novo caminhão. “E em pleno lançamento comercial”, ressalta Cortes. Além disso, diversas outras empresas já estão em conversas para incluir o novo modelo em suas frotas.

A Ambev demonstrou interesse em incluir o e-Delivery em sua frota em 2018, anunciando a intenção de compra de 1.600 unidades. O modelo havia sido apresentado no ano anterior, no Innovation Day, evento sobre tecnologias inovadoras promovido pelo Grupo Traton em Hamburgo, na Alemanha. Mais recentemente, a companhia do grupo AB InBev bateu o martelo na compra de 100 veículos, que serão entregues até outubro deste ano.

Economia: testes do e-Delivery mostram que caminhões a diesel teriam consumido 10.000 litros de combustível a mais para rodar os mesmos 45.000 quilômetrosVOLKSWAGEN/Divulgação

Mais autonomia

Foi em parceria com a Ambev, aliás, que a Volkswagen Caminhões e Ônibus realizou parte dos testes do e-Delivery. O intuito das duas companhias era avaliar a novidade em situações do dia a dia. Foram mais de 45.000 quilômetros rodados só nesse ciclo de testes. Caminhões a diesel teriam consumido 10.000 litros de combustível para rodar o mesmo trajeto e emitido mais de 34 toneladas de CO2.

Há duas versões do VW e-Delivery, com 11 e 14 toneladas de peso bruto total. Ambas estão equipadas com um motor que entrega 300 kW com torque máximo de 2.150 Nm desde a rotação zero.

São oferecidas duas opções de conjuntos de baterias de 600 V, com três ou seis módulos de bateria, de acordo com a autonomia necessária. A recarga de 80% pode ser realizada em até 45 minutos, dependendo do carregador utilizado.

Autonomia? De até 250 quilômetros. Sempre que o motorista pisa no freio ou quando ocorre desaceleração, as baterias são recarregadas automaticamente. Registre-se que elas são de íon lítio e estão livres de níquel, cobalto e manganês, substâncias mais nocivas ao meio ambiente.

Para a reciclagem adequada das baterias, a VWCO conta com o apoio da Moura, empresa parceira do e-Consórcio e Consórcio Modular.

A suspensão pneumática do e-Delivery de 14 toneladas permite suspender um dos eixos para gerar mais economia no dia a dia. Sua capacidade máxima de carga útil é de 9.055 quilos, a maior de sua categoria no segmento elétrico do Brasil. A capacidade máxima de carga útil do modelo menor é de 6.320 quilos.

Autonomia de até 250 quilômetros: sempre que o motorista pisa no freio ou desacelera, as baterias são recarregadas automaticamente (Colocar imagem 3D da regeneração)VOLKSWAGEN/Divulgação

Sustentabilidade

O novo caminhão sustentável está sendo vendido em conjunto com serviços inéditos, próprios para modelos elétricos. O e-Fleet, por exemplo, é o novo aplicativo da plataforma RIO e permite que o motorista ou o gestor da frota monitore em tempo real todas as informações do veículo e da operação. Possibilita, inclusive, descobrir quanto de CO2 o caminhão deixou de emitir a cada curva.

A Volkswagen Caminhões e Ônibus, pensando em proporcionar uma solução completa a seus clientes, oferece ainda uma consultoria para adequação da infraestrutura elétrica e dimensionamento de sistemas de recarregamento para o e-Delivery, tudo de maneira customizada para cada aplicação.

O lançamento é mais uma conquista do novo programa ambiental da Volkswagen, o Zero Impact Factory. Ele prevê a redução do uso de recursos nas fábricas e a neutralidade climática até 2030.

A meta no Brasil é reduzir o impacto ambiental na produção em 30% até 2025, em comparação ao ano de 2010. As conquistas já podem ser vistas nas ruas do país.

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9 em cada 10 brasileiros tomariam qualquer marca de vacina contra covid-19

O brasileiro vai se vacinar contra o coronavírus, independentemente da marca da vacina. É o que mostra a 4ª edição da pesquisa Os brasileiros, a pandemia de covid-19 e o consumo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB.

De acordo com os resultados, 90% da população quer se vacinar mesmo que seu imunizante de preferência não esteja disponível. O levantamento mostra que 43% até gostariam de escolher, no estilo “sommelier de vacina”, mas apenas 9% dizem que deixariam de se vacinar caso o imunizante oferecido não fosse o de sua preferência. No fim das contas, é a vacina no braço que importa. Foram entrevistadas 2.000 pessoas nos 26 estados e no Distrito Federal, entre 12 e 16 de julho de 2021. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

O fato de o brasileiro aceitar tomar a vacina disponível nos deixa menos apreensivos, não só pela proteção individual, mas pelo benefício para toda a sociedade. Sabemos que a vacinação em massa é fundamental para a retomada econômica. E, quando falo em retomada, falo principalmente em mais empregos, mais renda e mais qualidade de vida para a população. A imunização é o único caminho para proteger a saúde e afastar o risco do coronavírus, que são fatores essenciais para reativar os setores econômicos, as molas do crescimento do Brasil”, declara o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Na população, 71% afirmaram não ter marca preferida, 19% têm preferência, mas não deixariam de tomar a vacina, e apenas 4% disseram que têm preferência por um fabricante e, por isso, deixariam de se vacinar caso o imunizante disponível não fosse o desejado.

A pesquisa mostra a relação direta entre vacina e aquecimento da atividade econômica. A começar pelo medo em relação à pandemia, que vem diminuindo. Nesta rodada da pesquisa, 47% dos brasileiros disseram ter medo grande ou muito grande do coronavírus. No fim de abril, esse percentual era de 56%. A população também está mais confiante em voltar a frequentar estabelecimentos comerciais.

Há três meses, 39% tinham muito medo de frequentar shoppings. Agora, este percentual recuou para 24%. O grande medo em relação a frequentar o comércio de rua também caiu de 36% para 28%. O mesmo se deu em relação ao receio de ir a bares e restaurantes, com recuo de 45% para 34% no percentual de pessoas que têm muito medo.

O economista-chefe da CNI, Renato da Fonseca, explica que essas mudanças ocorreram no ato contínuo de percepção sobre o processo de vacinação. Para 68% da população, o ritmo de vacinação aumentou ou aumentou muito em julho, em relação a junho. No entanto, 62% ainda consideram o processo “um pouco lento ou muito lento”. Embora alto, esse percentual teve queda significativa, de 21 pontos percentuais, em relação às respostas de abril de 2021, na 3ª edição da pesquisa.

A maioria de quem tomou a primeira (70%) considera o critério de prioridade para a vacinação ótimo ou bom (na população total, são 62%). Esse percentual cai para 53% entre os não imunizados. Também entre quem já tomou a primeira dose, 90% consideram o atendimento ótimo ou bom no momento da vacinação, mas apenas 67% deles dizem ter tido facilidade no agendamento e 46% reclamam das filas nos postos de saúde.

Entre abril e julho, intervalo de três meses entre uma edição e outra da pesquisa, o percentual de brasileiros que consideram grave a situação da pandemia de covid-19 no Brasil caiu de 89% para 72%. Há um ano, em julho de 2020, eram 84% os que afirmavam ser grave o coronavírus no país.

O medo é menor devido à percepção de que a mortalidade da pandemia diminuiu muito com o avanço da vacinação. Entre abril e julho, o percentual de pessoas que apostam no aumento do número de casos e mortes recuou de 44% para 18%. Em contrapartida, subiu de 41% para 70% a fatia de brasileiros que apostam na redução da pandemia.

A sensação de desaceleração no número de casos e mortes também levou a uma sensível melhora na percepção da população em relação à economia. Em abril, apenas 18% dos brasileiros achavam que a economia brasileira tinha iniciado sua recuperação. Hoje, são 43%.

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Google, Facebook e uma questão: empresas podem obrigar a tomar vacina?

Em meio à estagnação da vacina nos Estados Unidos, gigantes como Google, Facebook e Netflix anunciaram medidas próprias. As três gigantes do setor de tecnologia disseram que vão requerer a vacinação de seus funcionários para que possam retornar aos escritórios e às atividades presenciais. A preocupação com variantes super-transmissíveis, como a Delta, também está na base da decisão.

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O Google foi o primeiro a anunciar a medida, na quarta-feira, e foi seguido pelo Facebook, algumas horas depois. A Netflix diz que a vacina será obrigatória em sets de filmes e produções da companhia.

De certa forma, os Estados Unidos vivem um problema avesso ao brasileiro. Se por aqui faltam as doses, por lá faltam os interessados em dar o braço a elas. Uma análise publicada no periódico Nature Medicine relata que países de renda baixa e média querem receber a vacina contra o coronavírus mais do que regiões mais ricas, onde a quantidade de imunizantes é abundante.

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Schneider Electric e Global Footprint Network lançam projeto para postergar “Earth Overshoot Day” – Forbes Brasil

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Iniciativa lista uma centena de soluções de combate às mudanças climáticas

A multinacional francesa de automação Schneider Electric e a GFN (Global Footprint Network), instituto de pesquisa que acompanha o gerenciamento global de recursos naturais, firmaram uma parceria com o objetivo de promover soluções em prol da preservação do meio-ambiente. Intitulada “100 Dias de Possibilidades”, a iniciativa publicará todos os dias, a partir de hoje (29), uma sugestão de projeto que enfrente as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade.

A ideia é que o movimento comece no mesmo dia do “Earth Overshoot Day” (“Dia de Ultrapassagem da Terra”, em tradução livre) – ou seja, hoje -, data que marca quando o consumo de recursos da humanidade para aquele ano excedeu a capacidade do planeta de regeneração. Em contrapartida, os 100 dias marcam o tempo que falta até a próxima COP26 (Conferência Anual do Clima), evento onde os governantes de todo o mundo debatem medidas de combate às mudanças climáticas. 

LEIA MAIS: Presidência do G20 diz que ministros não chegaram a acordo para comunicado sobre clima

Entre os exemplos de soluções sustentáveis compartilhadas estão a integração da infraestrutura de carregamento de microrrede com os veículos elétricos, medida capaz de reduzir as emissões de carbono do setor em até 62%, segundo informações do site oficial do projeto. A iniciativa, considerada pioneira no mercado, vai ser colocada em prática no depósito de ônibus Smart Brookfield em Maryland, nos Estados Unidos. 

Outro destaque é a conversão da rede de distribuição elétrica do Egito para um modelo de quatro centros de controle que devem otimizar e monitorar o gasto de energia em todo o país. A ação foi uma contribuição da Schneider com a fornecedora de serviços públicos Egyptian Electricity Holding Company. De acordo com a empresa, a mudança será uma importante estratégia de sustentabilidade para atender à demanda futura da população. 

Outras quatro contribuições diretas da companhia especializada em energia serão apresentadas nos próximos dias, como casas inteligentes e medidas para a redução do desperdício de alimentos. Com isso, as companhias esperam adiar a data do próximo Earth Overshoot Day e promover a causa ecológica no planeta. 


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Gigantes do varejo ampliam vantagem sobre redes menores na pandemia

No ano da pandemia, o faturamento bruto das 120 maiores empresas varejistas do País cresceu 20%, de R$ 526 bilhões para R$ 632 bilhões. Mas o movimento não foi uniforme. Enquanto nas dez maiores companhias o faturamento cresceu quase 30%, nas dez menores houve uma queda de 22%. O resultado desse desempenho foi uma maior concentração no mercado, segundo dados do ranking do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar) – Instituto de Administração (FIA), obtido com exclusividade pelo Estadão.

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As vendas das 120 empresas representaram 13,6% do consumo das famílias brasileiras no ano passado. No período anterior foi de 11,6%. Segundo a pesquisa, as dez maiores empresas do varejo faturaram no ano passado R$ 317 bilhões (veja quadro), a metade do registrado pelo conjunto das 120 companhias.

O valor é 48 vezes maior do que o faturamento das dez menores desse ranking, de R$ 6,5 bilhões, um grupo composto por Livraria Saraiva, Inbrands (dona das marcas Ellus e Richards, entre outras), Giraffas, Lojas Avenida, Leader, Eletrosson, Restoque (das bandeiras Dudalina e Le Lis Blanc, entre outras), Le Biscuit, Óticas Diniz, Importadora e Exportadora de Cereais e ACDA.

“Numa situação de crise, os elos mais fracos sempre sofrem mais. E a pesquisa de 2020 mostrou isso de forma muito clara”, afirmou o presidente do Ibevar, Cláudio Felisoni de Ângelo, responsável pelo trabalho, publicado anualmente. Na avaliação de Ângelo, o processo de consolidação intensificado no ano passado vai continuar forte em 2021, ainda como efeito da pandemia.

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